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Lula, TSE e o Exército do corte proibido

O governo Lula bateu na porta do TSE para pedir: chega de campeonato-de-corte nas eleições, especialmente aqueles em que Pablo Marçal virou mestre-de-cerimônia. Agora, a proposta é responsabilizar rede social e empresa de inteligência artificial por cada deepfake, proibir chatbot de dar palpite de voto e liberar geral o bloqueio de perfil, seja robô, seja gente de carne-e-osso. É a tentativa de transformar juiz-eleitoral em fiscal-de-meme e o algoritmo em policial-de-opinião.

O argumento? Proteção da democracia, claro. Mas a ação tem mais cara de pânico do que de convicção. É o clássico filme em que o governo tenta controlar a tecnologia com decreto-digitado e termina perseguindo até usuário que só queria compartilhar o vídeo do churrasco-de-família. A criatividade digital virou ameaça nacional e, pelo visto, quem discordar da cartilha oficial pode ganhar ingresso grátis para o tribunal virtual.

O roteiro beira o absurdo: juiz-eleitoral decidindo o que é sátira, o que é manipulação, o que é só desespero de campanha. Influencer tentando entender se agora pode postar meme ou só dancinha neutra. Chatbot se preparando para ser processado por aconselhar a votar no vizinho. A democracia corre o risco de virar hashtag do dia, bloqueada, é claro, por excesso de criatividade.

No fim, o governo promete segurança digital e entrega controle-de-narrativa. Parar tecnologia com despacho de tribunal é igual segurar enchente com copo-de-plástico. No duelo entre IA e decreto, quem vence é sempre o próximo meme. O resto é censura com sotaque institucional e saudade do tempo em que corte era só judicial, não de vídeo viral.

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