A vitória projetada de Luiz Inácio Lula da Silva nesta eleição presidencial encerra uma das disputas mais intensas da história recente do Brasil. Neste domingo, 25 de outubro, o povo sergipano voltou às urnas carregando sonhos, angústias e esperanças. De Aracaju ao sertão, cada voto representou mais do que uma preferência política. Representou a vontade de viver melhor. Para os eleitores de Lula, a noite é de celebração. Para os de Flávio Bolsonaro, de frustração. Mas a democracia exige grandeza dos dois lados. Afinal, adversários políticos não precisam transformar-se em inimigos pessoais.
Lula, cuja vitória foi projetada nesta noite, terá diante de si uma responsabilidade ainda maior do que vencer uma eleição: reconstruir pontes numa sociedade dividida. Não basta agradecer aos que o apoiaram. Será necessário respeitar também os milhões que escolheram Flávio Bolsonaro. O presidente não pode governar para uma cor, uma bandeira ou um partido. Precisa governar para todos. O Brasil está cansado de discursos inflamados, promessas repetidas e disputas intermináveis. O povo quer menos palanque e mais resultados. Quer um país onde a política não destrua amizades, separe famílias ou transforme divergências em ódio.
Em Sergipe, a esperança tem endereço e necessidades muito concretas. Está na mãe que madruga procurando atendimento médico, no aposentado que faz contas para comprar medicamentos, no jovem que busca o primeiro emprego e no trabalhador que enfrenta dificuldades para sustentar a família. O povo sergipano espera investimentos, segurança, educação, hospitais funcionando e oportunidades para permanecer em sua própria terra. Lula conhece o Nordeste e sabe quanto essa região espera do poder público. Agora, precisa transformar esse conhecimento em resultados. Sergipe não quer ser lembrado apenas quando chega a campanha. Quer ser respeitado quando chega a hora de distribuir investimentos e cumprir compromissos.
Nesta noite, nossa palavra é de esperança, mas também de cobrança. Que os vencedores comemorem sem arrogância e os derrotados mantenham a dignidade democrática. Que Lula tenha sabedoria para ouvir, humildade para reconhecer erros e coragem para corrigir caminhos. Que Flávio Bolsonaro e seus eleitores encontrem espaço legítimo para exercer uma oposição responsável. E que o povo sergipano jamais perca a capacidade de acreditar no futuro. Porque uma eleição pode ser vencida nas urnas, mas um governo só conquista verdadeiramente a confiança popular quando melhora a vida das pessoas. Presidente, a campanha terminou. Agora começa a obrigação de cuidar do Brasil.




