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Marcos Aurélio expõe o que Aracaju já cochicha sobre Vinícius Porto

Vinícius Porto talvez seja o maior especialista em sobrevivência política de Sergipe. O comentário de Marcos Aurélio não repercutiu como piada porque muita gente enxergou ali uma definição quase científica do vereador: Vinícius não parece ser amigo de partido, grupo ou ideologia. Ele parece ser amigo do governo da vez. Se Linda Brasil virasse prefeita amanhã, tinha gente apostando que ele já apareceria de camisa vermelha, defendendo revolução social e tomando café orgânico na Orla até sexta-feira.

O mais curioso é que Vinícius foi presidente da Câmara justamente no período de João Alves Filho, um dos ciclos políticos mais fortes da história recente de Aracaju. Cresceu naquele ambiente, ganhou musculatura política naquele grupo e ocupou espaço no centro do poder municipal. Mas hoje observa antigos aliados com a mesma tranquilidade de quem troca de bloco no Carnaval sem nem esperar a música acabar. Na política sergipana, fidelidade anda tão rara que, quando alguém muda de lado, o eleitor já nem pergunta mais “por quê?”. Pergunta apenas: “qual cargo vem junto dessa vez?”.

Vinícius criou uma habilidade impressionante: ele nunca fica longe do poder. O homem parece GPS eleitoral. Quando o governo muda de direção, ele recalcula rota em segundos. Direita, esquerda, centro, oposição, situação… Vinícius transita em tudo com a naturalidade de quem troca de mesa em casamento atrás do melhor buffet. Se a política fosse Netflix, ele seria aquele personagem que sobrevive a todas as temporadas mesmo sem ninguém entender muito bem de que lado ele está.

No fundo, Marcos Aurélio só verbalizou o que muita gente comenta baixinho nos corredores. Vinícius Porto virou símbolo de uma geração política que não defende bandeira. Defende tomada. Onde tiver energia de governo ligada, ele encosta o carregador e permanece sorrindo.

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