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Menina de 9 anos morre de dengue hemorrágica em Sergipe — e a pergunta que não cala: o que o governo está fazendo agora?


Uma tragédia que não surpreende, mas choca

Adriele Geovana, 9 anos, moradora de Tobias Barreto, interior de Sergipe, morreu neste domingo (8) vítima de dengue hemorrágica. A menina apresentou os primeiros sintomas no início da semana, foi atendida e liberada. Só retornou ao hospital quando já estava em estado grave. Acabou sendo transferida para Aracaju, mas não resistiu.

A pergunta que ecoa entre os moradores da cidade e nas redes sociais é simples e incômoda: essa morte poderia ter sido evitada?

Sim. Poderia. E isso é o mais revoltante.


Dengue fora de controle: e agora?

Mesmo sem estar no chamado “período tradicional da dengue”, Sergipe já registra mais de 670 casos prováveis só em 2025 — com dois óbitos confirmados. Em Tobias Barreto, seis casos já haviam sido notificados antes da morte de Adriele. A prefeitura alega ter feito o “protocolo”: visitas, larvicida, orientação. Mas e o resultado? Uma criança morta.

E agora? O que está sendo feito de concreto, sistemático, articulado para conter o avanço da doença?


Aracaju também em alerta: bairros com índice de infestação acima de 3%

Enquanto isso, na capital, os dados da própria Prefeitura mostram risco real. O índice médio de infestação do Aedes aegypti em Aracaju é de 1,5%, mas há bairros que ultrapassam 3% — como 17 de Março e Atalaia. E ainda assim, pouca gente sabe que esses números indicam nível de perigo, segundo o Ministério da Saúde.

Estamos vendo ações visíveis de combate nos bairros mais atingidos? Mutirões permanentes? Fumacê? Ampla vacinação nas faixas etárias elegíveis? Agentes suficientes nas ruas?

Ou seguimos na lógica de “apagar incêndio” só depois que ele já tomou a casa toda?


A dengue não tem estação — tem omissão?

O mosquito não respeita calendário. Ele só precisa de água parada, descaso e silêncio. E é isso que tem encontrado em muitas cidades sergipanas.

A morte de Adriele deveria servir de ponto de inflexão para o governo estadual, as prefeituras e o sistema de saúde como um todo. Mas, até agora, a pergunta continua em aberto: o que exatamente está sendo feito neste momento para impedir que outras crianças também virem estatística?


A hora de agir é ontem

A população precisa colaborar — sim. Mas o Estado precisa liderar. Não dá mais pra contar com campanhas tímidas e ações pontuais. A dengue exige vigilância ativa, resposta rápida e política pública de verdade.

A morte de uma criança de 9 anos não pode ser apenas uma nota de rodapé. Ela precisa provocar reação. E transparência. Porque se o Estado está fazendo sua parte, que diga. Que mostre. Que apareça. E se não está, que não espere a próxima vítima para justificar o injustificável.


Você sabe o que está sendo feito na sua cidade contra a dengue? Viu alguma ação nos últimos dias? Algum mutirão, agente de saúde, vacinação? Comente aqui. E compartilhe. A omissão também é contagiosa.


Fontes principais

Secretaria de Saúde de Sergipe, Prefeitura de Tobias Barreto, Prefeitura de Aracaju, Ministério da Saúde.

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