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Mulheres no Poder: Quando a Maior Oposição Vem de Outras Mulheres

Por Bia Muniz

Se você acha que a política é um campo de batalha apenas entre homens e mulheres, é melhor repensar. Em Sergipe, onde as mulheres ocupam 41% das secretarias estaduais – um dos maiores índices do país – a luta pelo poder não se limita a romper o velho teto de vidro masculino. Muitas vezes, as maiores adversárias de uma líder não estão do outro lado do plenário, mas do mesmo lado – só que torcendo para que ela caia.

Lideranças que Inspiram – e Incomodam

A força feminina na política sergipana ganhou destaque recente com o encontro ocorrido ontem, 8 de maio, entre a governadora em exercício, Desembargadora Iolanda Guimarães, e a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa. Em um momento histórico para o estado, duas mulheres nos principais cargos de liderança reforçaram a importância da representatividade feminina no poder. Essa reunião simboliza não apenas a crescente ocupação de espaços políticos pelas mulheres, mas também a necessidade de criar redes de apoio entre lideranças femininas para superar desafios comuns.

A ascensão feminina em Sergipe não é apenas numérica, mas também qualitativa. Mulheres têm ocupado posições estratégicas e promovido mudanças significativas, como:

  • Desembargadora Iolanda Guimarães – atual presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe e, recentemente, governadora interina do estado.
  • Maria Angélica Garcia Moreno Franco – nova desembargadora do TJSE, destacando-se por sua trajetória na magistratura.
  • Susana Azevedo – conselheira presidente do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, idealizadora do livro “Mulheres nos Espaços de Poder em Sergipe”.
  • Érica Mitidieri – Primeira-dama e Secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania, atuante em políticas sociais inclusivas.
  • Camila Godinho – Secretária de Políticas para as Mulheres, liderando iniciativas de empoderamento feminino.
  • Viviane Pessoa – Delegada e Secretária de Justiça e Defesa do Consumidor, conhecida por sua postura firme na defesa dos direitos dos cidadãos.
  • Mariana Dantas – Secretária de Esporte e Lazer, incentivando a participação feminina no esporte.
  • Deborah Dias – Secretária de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas, atuando na preservação ambiental.
  • Silvana Lisboa – Secretária de Transparência e Controle, trabalhando pela ética e responsabilidade na gestão pública.
  • Sarah Andreozzi – Secretária de Estado da Fazenda, contribuindo para a gestão fiscal do estado.
  • Lucivanda Rodrigues – Secretária de Estado da Administração, responsável pela administração pública estadual.
  • Emília Corrêa – Prefeita de Aracaju, primeira mulher a ocupar o cargo na capital sergipana.
  • Yandra Moura – Deputada federal por Sergipe, representando uma nova geração de líderes políticas.
  • Delegada Katarina Feitosa – Deputada federal e ex-vice-prefeita de Aracaju, com forte atuação na segurança pública.
  • Linda Brasil – Deputada estadual, primeira mulher trans eleita para a Assembleia Legislativa de Sergipe, defensora dos direitos LGBTQIA+.
  • Kitty Lima – Deputada estadual, ativista pelos direitos dos animais e meio ambiente.

O Machismo Também Veste Saia?

E aí, será que o machismo também veste saia? Apesar dos avanços, muitas dessas líderes ainda precisam enfrentar não apenas o preconceito masculino, mas também a resistência de outras mulheres. O velho ditado que diz que “mulher não apoia mulher” ainda parece ecoar nos bastidores da política sergipana.

A deputada estadual Linda Brasil, por exemplo, destaca a importância de construir redes de apoio que superem não apenas as barreiras impostas pelos homens, mas também as rivalidades internas. “Se queremos mais mulheres no poder, precisamos primeiro parar de nos atacar e começar a nos apoiar”, afirma Linda.

Equilibrando Poder e Vida Pessoal – Uma Missão Quase Impossível?

A presença feminina na política sergipana também traz à tona a discussão sobre o equilíbrio entre a vida pública e a pessoal. Muitas dessas líderes são mães, esposas e cuidadoras, enfrentando o desafio diário de conciliar as demandas do cargo com as responsabilidades familiares.

Para muitas, a pressão vem não só da sociedade em geral, mas também de outras mulheres que cobram delas um padrão quase impossível de perfeição: serem líderes fortes no trabalho e mães exemplares em casa. Uma expectativa que poucos homens em cargos semelhantes precisam enfrentar.

O Caminho para a Igualdade – e para a Solidariedade Feminina

Apesar dos avanços, ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar a igualdade de gênero na política. A representatividade feminina precisa ser acompanhada de mudanças culturais que garantam a participação plena e efetiva das mulheres em todos os níveis de decisão – e isso inclui criar uma cultura de apoio mútuo entre as próprias mulheres.

Iniciativas como a publicação do livro “Mulheres nos Espaços de Poder em Sergipe: Perfis e Trajetórias”, idealizado pela conselheira presidente do TCE/SE, Susana Azevedo, são passos importantes nesse sentido, ao dar visibilidade às trajetórias femininas e inspirar novas lideranças.


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Você acredita que as mulheres se apoiam o suficiente na política? Ou será que o machismo também veste saia? Deixe sua opinião nos comentários!


Fonte Principal: Governo de Sergipe

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