Em Nossa Senhora do Socorro, o clima na Câmara de Vereadores ferveu. Parlamentares da oposição subiram à tribuna para acusar o atual gestor de premiar seus aliados políticos com gratificações que ultrapassam os 100% dos salários base. Isso mesmo: em um município atolado em dificuldades financeiras, a prioridade parece ser manter os amigos bem servidos.
Oposição denuncia privilégios e descontrole
Os vereadores afirmaram que a prática já se tornou regra dentro da gestão. Enquanto servidores efetivos convivem com salários atrasados, cortes e falta de estrutura básica, apadrinhados políticos estariam recebendo “super salários” bancados pelo dinheiro público.
A crítica central é clara: como o gestor justifica esse tipo de gratificação em um município que, segundo eles, mal consegue manter os serviços essenciais funcionando?
Município no vermelho, bolsos cheios
Nossa Senhora do Socorro enfrenta problemas financeiros crônicos. A oposição lembra que a prefeitura vive anunciando dificuldades para honrar compromissos básicos, mas, curiosamente, sobra recurso para turbinar a folha de pagamento de quem está mais próximo do poder.
A matemática, dizem os vereadores, não fecha. Quem paga essa conta, no fim, é o contribuinte socorrense que continua sem respostas — e, muitas vezes, sem serviços.
Política ou gestão?
A denúncia joga luz sobre um velho dilema da política local: até que ponto gratificações são instrumentos de valorização funcional e onde começa o uso político da máquina pública? Em Socorro, ao que parece, a linha já foi atravessada faz tempo.
A questão que fica é: os vereadores governistas vão engolir essa história calados ou a pressão popular pode forçar algum freio nessa gastança seletiva?
E você, morador de Socorro, acha justo ver aliados políticos com salários turbinados enquanto o município alega estar quebrado? Comente, compartilhe e faça essa discussão ecoar.
Fontes Principais
- Sessão da Câmara de Vereadores de Nossa Senhora do Socorro
- Declarações de parlamentares da oposição




