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O Pato na TV: Sergipe deve parar ouvir Valmir

Hoje, ao meio-dia, Sergipe não vai assistir apenas a uma entrevista, vai acompanhar um movimento político calculado. Valmir de Francisquinho, o conhecido Pato do Agreste, promete abrir o verbo no programa de Fábio Henrique. E quando o Pato resolve grasnar, o barulho não fica restrito à lagoa, ecoa no estado inteiro. Pode ter quem critique, pode ter quem aplauda, mas ninguém ignora.

Valmir construiu algo que poucos têm hoje, peso eleitoral e presença popular. Chamam de Pato, mas ele já mostrou que nada ali é distração. Por cima pode parecer tranquilo, por baixo a articulação não para. E política é exatamente isso, movimento constante até o momento certo de aparecer.

A expectativa é tão grande que até adversários devem estar atentos, e comenta-se que o próprio governador, ainda em recuperação hospitalar, deve acompanhar a fala. Porque discurso em ano pré-eleitoral não é conversa solta, é sinalização de força. Cada frase pode virar recado, cada pausa pode virar estratégia.

Valmir não é figura secundária no tabuleiro. Pode enfrentar críticas e embates, mas não é irrelevante. E irrelevância é o único defeito que político não pode ter. Quando ele fala, mexe com aliados e inquieta adversários. Ao meio-dia, o Pato do Agreste entra em cena sabendo que o Estado está atento. Pode agradar, pode incomodar, mas dificilmente passará despercebido. E em política, ser ouvido já é metade da vitória.

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