PUBLICIDADE

Governo Lula recria ‘orçamento secreto’ disfarçado de socorro à Saúde

A volta do toma-lá-dá-cá: R$ 3 bilhões para aliados, sob a benção do Planalto

Se você achou que o “orçamento secreto” tinha morrido, pode tirar o cavalinho da chuva. Ele só mudou de roupa. O governo Lula acaba de liberar R$ 3 bilhões via Medida Provisória para Santas Casas e hospitais filantrópicos — uma pauta aparentemente nobre, não fosse um detalhe sórdido: a verba será distribuída por parlamentares aliados, sem critérios técnicos transparentes. Sim, é isso mesmo. O Congresso volta a operar a máquina de emendas com cheiro de voto comprado, agora sob o manto da “saúde pública”.

Novo nome, velha prática

Chamam de “apoio institucional”. Eu chamo de cortina de fumaça. A MP publicada no Diário Oficial da União prevê repasses diretos aos parlamentares, que vão decidir quais entidades receberão o dinheiro. Lembra alguma coisa? Pois é. O modus operandi do finado orçamento secreto está de volta, rebatizado, mas com a mesma essência: barganha política bancada pelo contribuinte.

Segundo fontes do Planalto, a estratégia busca “fortalecer a base” no Congresso. Em português claro: distribuir grana para garantir votações favoráveis ao governo. Nada muito diferente do que se via no governo Bolsonaro — que, aliás, Lula tanto criticava.

E o discurso da “nova política”?

Lula foi eleito prometendo romper com a lógica fisiológica que dominou Brasília nas últimas décadas. Mas basta a pressão aumentar — vide o risco de derrotas no Congresso — que o discurso vira fumaça. A base parlamentar precisa ser alimentada, e a fórmula mágica encontrada foi essa: saúde como pretexto, politicagem como prática.

O mais curioso? A medida foi celebrada por partidos do centrão, como PP e Republicanos, os mesmos que surfaram na onda do orçamento secreto bolsonarista. Ou seja: o jogo continua o mesmo. Só trocaram o juiz.

Cadê o controle?

Nem o Ministério da Saúde, responsável técnico pelos recursos, vai interferir na divisão da bolada. A pasta será mera executora da vontade política de deputados e senadores. Esqueça critérios como número de atendimentos, estrutura hospitalar ou regiões mais carentes. Quem manda é quem tem voto e barganha.

Essa lógica agrava ainda mais a desigualdade no sistema de saúde. Municípios com pouca representatividade política tendem a receber migalhas. Já os feudos eleitorais dos “caciques” vão nadar em recursos — não por mérito, mas por influência.


E você, vai engolir esse novo teatro da política como se fosse novidade? Comente, compartilhe, e ajude a espalhar o debate. O velho Brasil tá de volta, mas a gente não precisa aceitar calado.


Fontes Principais:

  • UOL Notícias
  • Diário Oficial da União
  • Agência Senado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *