Papa Francisco morre aos 88 anos e é velado no Vaticano: multidões se despedem do pontífice que dividiu a Igreja
O mundo católico amanheceu em luto nesta segunda-feira, 21 de abril de 2025. O Papa Francisco faleceu aos 88 anos, após uma breve internação por pneumonia bilateral. Seu corpo já está sendo velado na Basílica de São Pedro, em câmara ardente, onde permanecerá até sexta-feira. A cerimônia tem atraído milhares de fiéis — e também curiosos — para prestar a última homenagem ao pontífice que, sem medo de polêmicas, tentou sacudir as estruturas da Igreja.

O funeral será realizado no sábado, 26 de abril, às 10h (horário local), na Praça de São Pedro, presidido pelo cardeal Giovanni Battista Re. Francisco, sempre avesso a formalidades e pompas vazias, escolheu uma despedida simples: sem catafalco, sem três caixões e com um ritual que ele mesmo reformulou em 2024, no novo “Ordo Exsequiarum Romani Pontificis”. Seu corpo será sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma — tornando-se o primeiro papa em mais de um século a não ser enterrado no Vaticano. Um último gesto de rebeldia litúrgica?
Entre os nomes confirmados para a cerimônia estão líderes como Donald Trump, Emmanuel Macron, Volodymyr Zelensky, Javier Milei, os reis da Espanha e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A despedida será transmitida ao vivo por canais de televisão e plataformas online, transformando o adeus em um espetáculo global.

Francisco entra para a história como o papa que pregava a humildade e o acolhimento, mas que também colecionou adversários dentro da própria Cúria. Sua cruzada por uma Igreja mais próxima dos marginalizados, aliada ao diálogo inter-religioso e às reformas internas, rendeu aplausos e críticas em igual medida. Um pontificado que incomodou — e por isso mesmo, transformou.
Com a câmara ardente aberta e a contagem regressiva para o funeral, o planeta se despede de um papa que, com simplicidade e coragem, ousou mexer no altar da tradição. E, como era de se esperar, não passou despercebido.




