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67ª Peregrinação de Divina Pastora arrasta 200 mil fiéis e vira símbolo do poder da fé em Sergipe

Evento religioso mais relevante do estado mistura tradição, política e economia — e mostra que fé ainda move montanhas (e multidões)

No interior de Sergipe, um mar de gente tomou as ruas de Divina Pastora. Não foi protesto, nem carreata política. Foi fé — aquela que arrasta 200 mil pessoas a pé, sob sol forte, ao som de terço e sanfona. A 67ª Peregrinação de Divina Pastora, realizada nos dias 18 e 19 de outubro de 2025, confirmou o que muita gente já sabia: esse é o maior evento religioso do estado, tombado como Patrimônio Cultural e Imaterial desde 2014.

Mas não se engane. A festa vai muito além da devoção. Ela movimenta a economia, aquece o comércio, coloca políticos em evidência e reafirma uma identidade sergipana que mistura fé, cultura e resistência popular.

“Mãe da Esperança”: a romaria que virou força coletiva

Com o tema “Nossa Senhora Divina Pastora, Mãe da Esperança”, a edição deste ano se alinhou ao Jubileu Ordinário 2025 da Igreja Católica, convocando os fiéis a serem “peregrinos da esperança”. Na prática, isso se traduziu em uma programação intensa, que começou no sábado (18) com shows, missas, procissões e muita emoção.

Teve Aryell do Acordeon, teve Jonny Mendes, teve missa à meia-noite no santuário, teve fé que não dorme. No domingo, a movimentação começou cedo: peregrinos partiram de Riachuelo com destino à cidade de Divina Pastora, conduzindo a imagem sagrada, acompanhados por Dom Josafá e pelo povo — aquele que nunca falta.

Política, fé e economia: tudo junto e misturado

Se você achou que era só religião, errou feio. O governador Fábio Mitidieri esteve presente, reforçando o apoio institucional. A prefeita Izabel Cristina, anfitriã do evento, fez questão de destacar a estrutura inédita montada pela gestão para acolher romeiros.

Já o senador Rogério Carvalho, além de fazer o circuito de fé com a prefeita, aproveitou para anunciar verba para um Centro de Acompanhamento para Autistas no município. Porque se é pra aparecer, que seja rezando e liberando emenda.

Turismo, renda e tradição: quem lucra com a fé

A peregrinação aqueceu o turismo religioso, movimentou o comércio informal, fortaleceu o artesanato e gerou empregos temporários. Barracas com artigos sacros, comidas típicas, rendas irlandesas e souvenirs religiosos tomaram conta da cidade. Um verdadeiro respiro para a economia local — e uma chance de ouro para pequenos empreendedores.

A festa também teve espaço para o registro da história: documentários, gravação do novo DVD do Padre Jhonatan, depoimentos de fiéis e presença de movimentos sociais marcaram o evento. Tudo isso com o apoio da Polícia Militar e de voluntários que garantiram a segurança da multidão.

Vozes da fé: o povo fala

Padre Jhonatan Farias, reitor do santuário, foi direto ao ponto:

“Cada edição reafirma o quanto a cultura e a religiosidade estão entrelaçadas na vida do povo sergipano. É um evento que preserva nossa memória.”

A prefeita Izabel Cristina também puxou o coro:

“Essa peregrinação foi preparada com muito amor. É importante que todos saibam que Divina Pastora é a terra da renda irlandesa e também da padroeira do nosso Estado.”

E no fim das contas…

A 67ª Peregrinação de Divina Pastora é mais do que uma romaria: é a prova de que tradição, fé e cultura não apenas sobrevivem — elas se reinventam, geram renda e formam identidade coletiva. A festa cresceu, se modernizou, trouxe visibilidade e mostrou que, em tempos de crise de valores, o povo sergipano ainda sabe no que acredita.


Você esteve na peregrinação? O que achou da estrutura? A fé ainda é um motor de transformação ou virou só palco político? Comenta aqui embaixo e compartilha com quem foi ou ainda quer ir viver essa experiência!


Fontes principais:

G1 Sergipe, F5 News, SE.gov.br, Infonet, HoraNews, Arquidiocese de Aracaju, Funcap

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