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Quando até o Procon vira porco farejando o preço dos combustíveis

Em Aracaju, os fiscais viraram economistas de posto – e o consumidor continua sendo o otário da bomba

Parece piada, mas é real: em Aracaju, o Procon resolveu virar caçador de centavos, divulgando pesquisa sobre o preço dos combustíveis em 25 postos da cidade. O resultado? A mesma velha história: preços praticamente congelados (pra cima, claro), com pequenas variações que só fazem cócegas no bolso de quem abastece.

Segundo o levantamento, o litro da gasolina comum gira entre R$ 6,62 e R$ 6,69. Já a aditivada pode chegar a R$ 6,98 – um luxo de centavos para quem quer o privilégio de continuar sendo assaltado com elegância.

Diesel desce, mas o GNV sobe. E daí?

O único “respiro” veio no Diesel S-10, que caiu de R$ 6,23 para R$ 5,64. Um alívio para caminhoneiros e motoristas de aplicativos? Talvez. Mas não se anime tanto: o Gás Natural Veicular (GNV), queridinho de quem tentava economizar, deu aquele pulo do gato e foi de R$ 4,80 para R$ 4,99. Porque quando um preço cai, outro sobe. Equilíbrio de mercado, diriam os analistas. Ironia com selo nacional, digo eu.

O Procon fareja, mas quem paga é você

A coordenadora do Procon Aracaju, Elaine Oliveira, fez questão de dizer que o monitoramento constante garante transparência e protege o consumidor. Protege como, exatamente? Com um PDF informando que está tudo caro igual?

Não dá pra negar: saber onde está o preço mais baixo ajuda. Mas o problema nunca foi a falta de informação — e sim a falta de ação. A pergunta que fica: por que os preços continuam tão parecidos? Por que os valores raramente caem quando o barril despenca lá fora?

Pesquisa boa é a que incomoda

Se o objetivo do Procon é educar o consumidor, ótimo. Mas se for só pra dizer que tá tudo caro e pronto, é melhor abrir um blog de autoajuda financeira. O povo não precisa só de boletim de preços. Precisa de fiscalização pesada, investigação sobre formação de cartel, punição a práticas abusivas e, acima de tudo, coragem política para enfrentar esse lobby que se alimenta da nossa dependência diária.

Aliás, aproveita e confere também nosso texto sobre o teatro da Petrobras com os reajustes. O script é o mesmo: eles sobem, a gente reclama, eles fingem que explicam.


E você, leitor, já comparou os preços de combustível na sua cidade? Consegue escapar dos abusos ou já se acostumou com o roubo a céu aberto? Comente aqui e compartilhe com aquele amigo que vive discutindo centavos na bomba.


Fontes Principais:

  • Procon Aracaju
  • Infonet
  • Petrobras

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