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Governo aprova reajuste para servidores: 10% no salário e 5% nas vantagens

O plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe (ALESE) aprovou nesta terça-feira (19/08) o projeto de lei enviado pelo governo que concede reajuste linear de 10% nos salários e mais 5% nas vantagens pessoais incorporadas. A medida atinge diretamente mais de 18 mil servidores ativos, inativos e pensionistas, espalhados por diferentes áreas do serviço público.

O impacto financeiro não é pequeno: R$ 38,5 milhões ainda em 2025, e, em 2026, o valor projetado chega a R$ 91 milhões. Dinheiro que volta para o comércio, para os mercados de bairro, para as contas atrasadas e, claro, para girar a economia de Sergipe.


Quem vai sentir o reajuste no bolso

O reajuste é direcionado para os servidores que integram os Planos de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCVs) já instituídos. Estão contemplados:

  • Administração Geral – técnicos e administrativos do Estado (Lei nº 7.820/2014);
  • Saúde – médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais da rede (Lei nº 7.821/2014);
  • Engenharia e Arquitetura – engenheiros, arquitetos e técnicos especializados (Lei nº 7.822/2014);
  • DETRAN/SE – servidores do Departamento de Trânsito (Lei nº 8.267/2017);
  • SAMU Estadual – profissionais do atendimento de urgência e emergência (Lei nº 5.470/2004).

Ou seja, quem estava dentro desses planos agora terá um respiro no contracheque.


O jogo político do reajuste

O governo estadual faz questão de ressaltar que esse é o terceiro ano consecutivo de reajuste para os servidores enquadrados nos PCCVs. A narrativa é clara: mostrar “responsabilidade fiscal” e “valorização dos servidores”. Mas, convenhamos, em ano pré-eleitoral, reajuste salarial nunca é apenas sobre planilhas — é também sobre popularidade.

Com a aprovação unânime na ALESE, o projeto agora segue para sanção do governador. E, se nada mudar, até o fim de agosto os servidores já terão a certeza de quanto o aumento pesará (ou aliviará) na vida real.


Um detalhe que não aparece no discurso oficial

Se por um lado o reajuste é vendido como vitória da gestão, por outro lado, ele escancara uma lógica: só avança quem já tem PCCV estruturado. A cada reajuste, o Estado fortalece os planos já consolidados, enquanto outras áreas seguem aguardando suas pautas. Política de valorização seletiva ou estratégia gradual? Cada leitor que tire sua conclusão.


E você, servidor ou não, o que acha?

Esse reajuste é suficiente para compensar anos de arrocho? Ou é apenas mais uma manobra política disfarçada de valorização?

Deixe seu comentário abaixo e compartilhe a matéria com quem está na expectativa do novo contracheque.


Fontes Principais:

  • ALESE
  • Governo de Sergipe
  • Infonet

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