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Resumão da Câmara de Aracaju: 02/09/2025

Resumão da Sessão da Câmara de Aracaju; 02/09/2025

A sessão da Câmara Municipal de Aracaju de hoje, dia 02, foi daquelas em que cada vereador buscou deixar sua marca no microfone. A Tribuna Livre recebeu Wilson Melo, presidente da Avosos, que apresentou um balanço robusto do trabalho realizado em 2024: números de atendimentos, custos, parcerias com o HUSE e a importância do diagnóstico precoce no tratamento do câncer infantojuvenil. A fala foi técnica, embasada e emotiva, mas o verdadeiro espetáculo começou depois.

Um a um, os vereadores tomaram a palavra, ora para aplaudir, ora para prometer, ora para se alinhar com o discurso social. Alguns foram protocolares, outros inflamados, e houve até quem transformasse a tribuna em palco para prestação de contas pessoal. A unanimidade foi o reconhecimento à Avosos, mas o jeito de cada parlamentar mostrar apoio revelou perfis, estratégias e estilos bem distintos dentro do mesmo plenário.

Thannata da Equoterapia (Mobiliza) — Puxou a torcida pela Avosos, celebrou a sensibilidade no atendimento infantojuvenil e carimbou: “sou fã do terceiro setor”. Na loteria municipal, pregou o consenso e comemorou o veto. Voltou à tribuna para lançar o Dossiê Nacional de Violações do BPC, convocando relatos de famílias para pressionar por perícias mais humanas.

Professora Sonia Meire (PSOL) — Usou os números da Avosos para dar aula de política pública: sem entidades, a saúde estaria pior. Conduziu audiência com a população em situação de rua e entregou o microfone a quem vive o problema, defendendo um PL com diretrizes para trabalho digno e cidadania. No veto da loteria, enquadrou o tema como vetor de desigualdade.

Selma França (PSD) — Apostou na diplomacia: elogiou o “trabalho bonito” da Avosos e apelou aos colegas por mais emendas. Atua no registro do reconhecimento público, mirando reforço orçamentário via base parlamentar.

Alex Melo (PRD) — Traz o carimbo do “eu vi de perto”: relatou visita à Avosos e ressaltou acolhimento às crianças. Posicionamento de presença em campo, mais testemunho do que embate.

Anderson de Tuca (União Brasil) — Botou recibo na mesa: R$ 50 mil em emendas para a Avosos no ano passado e compromisso de seguir. Na loteria, recuou com justificativa técnica — a regulamentação cabe ao Executivo — e alinhou voto ao veto.

Pastor Diego (União Brasil) — Realçou o alcance da Avosos além de Aracaju e o impacto do apoio em momentos de vulnerabilidade familiar. No tema loteria, elogiou a “hombridade” de Isac Silveira ao acatar o veto, vendendo unidade e prudência.

Ricardo Vasconcelos (PSD) — Papel de presidente em cena: parabenizou a Avosos e pediu atenção aos prazos de emendas, para transformar apoio em execução. Tom institucional, olho no rito e no caixa.

Sargento Byron (MDB) — Discurso direto: Avosos leva esperança a quem o poder público esquece. Reforçou a importância do tratamento oncológico para expectativa e qualidade de vida, mirando dignidade como palavra de ordem.

Lúcio Flávio (PL) — Cortou curto: só 4% das receitas da Avosos vêm de emendas; colocou o mandato à disposição. Na loteria, cravou o bordão que virou linha editorial do dia: “jogos de azar não são políticas públicas”.

Maurício Maravilha (União Brasil) — Olho no resultado: disse que as emendas chegam e são bem aplicadas, e que os dados da Avosos mostram avanços concretos. Enquadra investimento como entrega à sociedade.

Joaquim da Janelinha (PDT) — Surpreso com a fatia mirrada das emendas (4%), prometeu cobrança para mudar o gráfico no próximo ano. Na loteria, fez meia-volta reconhecendo os danos do vício e justificou o recuo.

Isac Silveira (líder da prefeita/autor do PLC da loteria) — Leu o campo e chamou a jogada: encaminhou pela manutenção do veto total, reconhecendo que a proposta invadia competência da União e tinha vício de iniciativa. Saiu com discurso de responsabilidade fiscal e jurídica.

Miltinho Dantas (PSD) — Em modo cartola-vereador: homenageou o presidente da CBF, Samir Xaud, e celebrou a guinada pró-Nordeste — cobertura de transporte, hospedagem e arbitragem, cotas para Séries C e D e projetos estruturais (Confiança, Sergipe, Dorense, América de Propriá). Aplaudiu a volta da Copa Lotese com patrocínio de R$ 2 milhões, vendendo calendário, renda e base.

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