No discurso oficial, Marques diz que quer focar no que foi eleito para fazer: ser vice-prefeito. E que a Secom já estava entregue “desde o início” como uma missão temporária, por pedido de Emília. Agora, livre da carga administrativa, ele diz que vai às ruas, ouvir o povo, fiscalizar, agir.
Soa familiar?
Esse é o manual básico de quem se prepara para uma candidatura a deputado federal. E se não for isso, é o quê? Ricardo ainda não anunciou nada oficialmente, mas a movimentação segue o script eleitoral com precisão cirúrgica.
Além disso, o próprio histórico dele é revelador: assumiu a Secom em dezembro de 2024, resistiu a boatos de saída em junho de 2025, e agora entrega o cargo “em comum acordo”. Comum pra quem, exatamente?
Emília Corrêa jura que está tudo bem
A prefeita, que já enfrentou críticas por centralizar decisões, fez questão de gravar vídeos e reels explicando que não há racha algum na gestão. Disse que a saída de Ricardo foi um desejo dele, e que a relação segue intacta.

“Foi tudo no consenso, não houve rompimento”, cravou Emília em suas redes.
Mas a base política de Emília tem andado instável. E não é a primeira vez que aliados de peso saem do governo dizendo que está tudo ótimo — até baterem em outra porta.
Na prática, perder o secretário de Comunicação (que também é vice) nunca é um bom sinal.
A cronologia do jogo político
A saída de Ricardo não é um raio em céu azul. Vem sendo construída aos poucos:
- Dez/2024 – Ricardo assume a Secom por convite da prefeita, acumulando vice-prefeitura e cargo de confiança.
- Abr/2025 – Emília se afasta por alguns dias, e Ricardo vira prefeito interino.
- Jun/2025 – Surgem boatos de que ele vai sair da pasta; ele nega e diz que fica “até quando Emília quiser”.
- Out/2025 – Ricardo entrega a Secom. Emília diz que foi tudo combinado.
Quer dizer: o roteiro foi escrito, ensaiado e agora encenado. E o que mais chama atenção é o momento político em que isso acontece — quando os pré-candidatos começam a se mexer para 2026.
Bastidores: divergência velada?
Nos bastidores, não faltam rumores de que Ricardo e Emília nunca tiveram uma relação fluida. Uma aliança feita às pressas nas eleições de 2024, que funcionou eleitoralmente, mas nunca virou casamento harmonioso.
O jornalista Jozailto Lima, por exemplo, publicou que há sim divergências entre os dois — e que a saída da Secom pode ser uma forma de minimizar o desgaste político. Afinal, é mais fácil se manter popular fiscalizando buraco de rua do que justificando falha de comunicação institucional.
E agora, Ricardo?
Se a ideia era fugir da pressão e se posicionar como voz independente — ainda que dentro da gestão —, Ricardo conseguiu.
Agora, ele ganha fôlego para circular nos bairros, fazer lives, gravar vídeos indignados e, quem sabe, lançar oficialmente a pré-candidatura a deputado federal. Sem o peso da secretaria e ainda com o palanque da vice-prefeitura, ele se posiciona como nome com base e discurso próprio.
Resta saber se Emília vai aplaudir ou morder os lábios quando ele subir no próximo trio.
E você, acredita na versão do “não houve rompimento”? Ou tudo isso tem cheiro de racha disfarçado?
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Fontes principais:
- FAN F1
- Click Sergipe
- JL Política
- HT Notícias
- Instagram oficial de Emília Corrêa
- Infonet




