O vice-prefeito de Aracaju e secretário de Comunicação, Ricardo Marques, resolveu deixar a ambiguidade de lado e mandou o recado: quer Brasília. Não com todas as letras, mas com a delicadeza típica de quem já está em campanha sem poder admitir.
“Estou aprendendo a cada dia”, disse em tom humilde, quase tímido — mas o suficiente para deixar claro que o script está em curso. E o papel reservado para ele? Deputado federal. De preferência, eleito com uma votação robusta em Aracaju, onde ele já ensaia passos mais largos com eventos, entrevistas e, claro, aquela boa e velha presença nas redes.
Um “não-candidato” com cara de candidato
Ricardo vem se posicionando como alternativa fora dos caciques tradicionais. Diz que “não aceita decisões de gabinete”, quer “escutar o povo” e que está “à disposição para o que o grupo definir”. Tradução: já está no jogo, só falta o anúncio oficial.
A jogada é calculada. Enquanto o governo Belivaldo enfrenta desgaste e os partidos se movimentam nos bastidores, Ricardo Marques costura sua imagem como o político “gente como a gente” — próximo, articulado e, acima de tudo, em ascensão. Os bastidores políticos já falam de uma “vaga encaminhada” para ele como deputado estadual. Mas o apetite é maior: os olhos estão voltados para a Câmara dos Deputados.
70 mil votos na conta?
Segundo aliados próximos (e entusiastas mais empolgados), Ricardo teria potencial para alcançar até 70 mil votos só em Aracaju. Se isso se confirmar, já entraria na corrida com um trunfo que muita gente do “baixo clero” sonha: base eleitoral consolidada e voto urbano. E em tempos de pulverização política e redes sociais como termômetro, isso vale ouro.
Mais do que um nome em ascensão, Marques representa um novo tipo de disputa: a do “não-político profissional” com cara de gestor moderno. Um tipo que o eleitorado anda paquerando — cansado da polarização, mas ainda desconfiado do marketing fofo.
Oposição de olho
Se o nome de Ricardo crescer até 2026, ele pode não apenas ser candidato, mas compor uma chapa majoritária se o grupo de oposição encontrar dificuldades para formar um nome de consenso. Nesse cenário, Marques viraria o “plano B” que ninguém admite, mas todo mundo já calcula.
E ele sabe disso. Por isso, vai dosando: finge que não quer, enquanto todos fingem que não sabem. Política em estado puro.
Você votaria em Ricardo Marques para deputado federal? Concorda que ele tem se posicionado para isso? Comente abaixo e compartilhe essa análise com quem acompanha a política sergipana.
Fontes Principais:
PanoramaSE, redes sociais de Ricardo Marques, análises políticas locais.




