Vice-prefeito de Aracaju expõe crise com a prefeita, flerta com o PL e esquenta os bastidores para 2026
A política sergipana resolveu sair do armário
O vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques (Cidadania), finalmente fez o que já se cochichava nos bastidores: lavou a roupa suja em público. Disse que foi “humilhado e escanteado” por Emília Corrêa, a atual prefeita com quem dividiu chapa em 2024 — e não parou por aí. Confirmou que não tem mais diálogo com a gestora e já fala abertamente sobre seguir “outros caminhos” em 2026.
A tal ruptura, antes contida nos bastidores do poder, agora é pauta oficial nos corredores da política sergipana — e nos grupos de WhatsApp de quem acompanha de perto o jogo. Ricardo jogou a toalha: “Não sou traidor, sou coerente”, cravou em vídeo publicado nas redes.
Quem pariu Emília que embale: alfinetadas de lado a lado
Emília Corrêa, por sua vez, não deixou barato. A prefeita se disse surpresa, mas fez questão de lembrar que foi ela quem “fez” Ricardo politicamente, abrindo espaço na administração e colocando seu nome na majoritária. Tradução: ele mordeu a mão que o alimentou.
Mas se tem uma coisa que ninguém pode acusar Ricardo é de passividade. Ele deixou claro que segue na vice, sim, mas fora do circuito de confiança. A relação institucional virou convivência burocrática — quase um divórcio sem cartório.
PL, Rodrigo Valadares e o novo destino de Ricardo
A pergunta agora é: vai pra onde, Ricardo?
O PL de Rodrigo Valadares parece o destino mais provável. O deputado federal já estendeu o tapete vermelho, disse que quer Ricardo no partido e que ele será tratado com “respeito e protagonismo”. Um convite direto e estratégico: colocar Ricardo na linha de frente da oposição em Sergipe.
E por que isso importa? Porque o jogo de 2026 já começou. E nomes como o de Ricardo Marques podem ser peças-chave na formação de chapas, alianças e palanques para disputa estadual.
O silêncio ensurdecedor do governador
Outra especulação que ronda os bastidores é a possível aproximação de Ricardo com o grupo do atual governador. A ideia? Usar a insatisfação com Emília como capital político para negociar espaço em outro campo. Mas, por enquanto, ninguém do governo confirmou (nem negou) articulações.
Seja como for, o vice-prefeito deixou claro: vai anunciar em breve seus rumos para 2026. A depender do tom dos últimos vídeos, ele não quer ser coadjuvante — quer brigar por protagonismo.
A implosão do discurso da “nova política”
Lá atrás, Emília e Ricardo representavam a tal “nova política”. Agora, brigam como velhos conhecidos no balcão do poder. Prometeram mudar o jogo, mas o script é o mesmo: alianças que racham, vaidades que afloram e um olho no mandato e outro na próxima eleição.
Quem perde com isso? Talvez ninguém. Talvez o eleitor que acreditou no conto da parceria imbatível. A única certeza é que Ricardo não quer mais ser escanteado — quer estar em campo, de chuteira e com a faixa de capitão.
E você, acredita nessa nova versão do vice? Ou já viu esse filme antes?
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👉 O vice está certo em se rebelar?
👉 O PL vai mesmo dar palanque pra ele?
👉 Emília perdeu o controle da base?
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Fontes Principais
- Bancada Sergipana
- F5 News
- Click Sergipe
- Perfil oficial de Ricardo Marques




