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Rodrigo ataca, Alessandro apanha: a dosimetria expõe o início da guerra pelo Senado

O debate sobre o PL da Dosimetria mal esquentou no Senado e já virou ringue. Não é mais discussão jurídica. É pré-campanha com luvas de boxe, plateia barulhenta e um detalhe novo no roteiro: Alessandro Vieira, que passou anos distribuindo pancada retórica em meio mundo, agora descobriu que também sangra.

A faísca veio quando o senador resolveu vestir a fantasia da cautela absoluta e anunciou voto pela rejeição integral do projeto, como quem diz “vamos jogar tudo fora e discutir melhor depois”. No Congresso, “depois” costuma rimar com nunca. Foi o suficiente para provocar reação imediata de quem não está disposto a assistir sentado.

Rodrigo Valadares entrou em cena sem pedir licença e sem filtro. Não foi nota técnica, foi discurso de ataque. Daqueles que não economizam adjetivo nem metáfora. Para Valadares, o senador virou personagem de caricatura política, um misto de Frota sergipano com Joyce Hasselmann de gabinete refrigerado, alguém que fala grosso nas redes e afina no tapete azul de Brasília.

As acusações vieram em rajada. Autor do PL 2630, apelidado de “PL da Censura”, o senador que prometia defender liberdade teria tentado regular até o pensamento alheio. Da Lava Jato ao Supremo, teria trocado o discurso de combate ao sistema por um assento confortável dentro dele. Na CPI da Covid, segundo Rodrigo, virou animador de circo, gritando contra Bolsonaro e saindo de mãos vazias. Muito barulho, zero prova.

O histórico foi puxado sem piedade. Marco Temporal, desarmamento, votos e pedidos de voto em Lula em 2022. O delegado que se vendia como linha dura da lei e da ordem, mas que, na prática, teria abandonado todas as bandeiras que o elegeram. Para completar o quadro, o gabinete compartilhado com a ala mais militante da esquerda identitária, aquele condomínio ideológico onde todo mundo fala em nome do povo, mas ninguém pega fila de hospital.

O tom não foi de crítica elegante. Foi de quem quer marcar território. Quando Rodrigo diz que Alessandro “não tem mais capital político em Sergipe” e que tenta se esconder por trás de uma candidatura aliada para sobreviver, ele não está falando do passado. Está falando do futuro. Ou melhor, da disputa que já começou.

Porque é isso que está em jogo. O PL da Dosimetria virou apenas o gatilho. O embate real é outro: quem ocupa o espaço da oposição no Senado, quem fala em nome do eleitor conservador e quem sobrevive politicamente depois de tantos zigue-zagues.

Acostumado a bater em André Moura, em Bolsonaro, no Congresso inteiro e até no espelho se fosse preciso, Alessandro Vieira agora experimenta o desconforto de apanhar em praça pública de alguém com mandato, base, voto e disposição. Não é mais o franco-atirador solitário. É alvo.

No meio disso tudo, a dosimetria segue sendo o que sempre foi: um projeto tecnicamente falho, politicamente urgente e juridicamente lento. Mas o Senado resolveu transformá-lo em palco. E, quando a política vira palco, ninguém está ali só pelo texto da lei. Uma coisa é certa. A eleição para o Senado em Sergipe não começou com convenção partidária. Começou com soco retórico. E, pela temperatura do debate, ninguém parece disposto a pedir tempo técnico.

Respostas de 3

  1. Pra quem acompanha de verdade a política vê que Alessandro nesse momento é o político sergipano mais atuante, competente e respeitado entre seus pares. Não o conheço e nem tenho nenhuma ligação com ele mas acompanho muito a política de Brasília e vejo somente ele de Sergipe atuando de verdade no congresso como um todo, o resto são figurinhas sem expressão, meros fantasmas perambulando os salões verde e azul

  2. Pra quem acompanha de verdade a política, vê que Alessandro nesse momento é o político sergipano mais atuante, competente e respeitado entre seus pares. Não o conheço e nem tenho nenhuma ligação com ele mas acompanho muito a política de Brasília e vejo somente ele de Sergipe atuando de verdade no congresso como um todo, o resto são figurinhas sem expressão, meros fantasmas perambulando os salões verde e azul.

  3. Bom dia.!
    O Senador levou ao Senado Federal, lições de adequação e visão real auxiliando ali alguns que estão como “Bobo do Amém.”
    Continue assim e terás o reconhecimento do povo.

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