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Rodrigo Valadares olha para o Oriente Médio e lembra que paz não é sugestão, é regra

Enquanto muita gente em Brasília passa a semana discutindo cargo, emenda e foto para rede social, o deputado Rodrigo Valadares resolveu olhar para um tema um pouco mais complicado que a política de condomínio do Congresso. O parlamentar apresentou na Comissão de Relações Exteriores da Câmara uma Moção de Repúdio contra os ataques militares do Irã a países do Oriente Médio. Em bom sergipanês, foi mais ou menos o seguinte recado: bomba em país vizinho não é política externa, é confusão internacional.

Segundo Rodrigo, quando um país resolve mandar míssil para cima de outro Estado soberano sem autorização da ONU e sem legítima defesa clara, isso não é diplomacia, é bagunça geopolítica. E bagunça desse tamanho costuma terminar em guerra grande. O deputado lembrou que países como Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Jordânia acabaram entrando na linha de tiro, mesmo não sendo parte direta das disputas. Ou seja, a briga de gigantes começa e quem está na vizinhança corre o risco de pagar a conta.

A iniciativa do parlamentar também chamou atenção por um detalhe simples que às vezes parece esquecido na política mundial. O Brasil, goste-se ou não, sempre teve uma tradição diplomática de defender a paz, a soberania dos países e a solução pacífica de conflitos. Rodrigo Valadares basicamente lembrou o óbvio que muita gente prefere ignorar. Não dá para transformar o mapa do Oriente Médio em campo de tiro e depois fingir que isso é normal.

Na justificativa da moção, o deputado também cutucou outro ponto delicado. O regime iraniano, segundo ele, tem histórico de apoio a grupos armados e milícias que atuam fora da legalidade internacional. Traduzindo para o português mais direto possível, é como jogar gasolina num incêndio que já está grande demais. Resultado: mais instabilidade, mais tensão e mais risco de conflito em uma região que já vive há décadas sobre um barril de pólvora.

Aqui em Sergipe a turma gosta de dizer que quando a briga é grande demais é melhor chamar logo alguém para apartar antes que vire guerra de verdade. Foi mais ou menos isso que Rodrigo fez em Brasília. Usou a tribuna e o instrumento parlamentar para dizer que força não substitui diálogo. Parece simples, mas em tempos de míssil cruzando o céu do Oriente Médio, lembrar disso virou quase um ato de coragem diplomática.

No fim das contas, enquanto muita gente acha que deputado só serve para discutir política local, Rodrigo Valadares mostrou que também está atento ao que acontece no mundo. E convenhamos: se tem uma coisa que sergipano entende bem é que briga que começa longe às vezes termina respingando em todo mundo. Nesse caso, o recado foi claro. Paz não é discurso bonito de conferência internacional. Paz é regra básica de convivência entre países. E quando alguém esquece disso, o Parlamento precisa lembrar.

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