O Natal bate à porta, mas o que anda tirando o sono de boa parte do secretariado estadual não é exatamente a ceia. Com o fim do ano, chega também o fim do prazo informal — mas politicamente implacável — para quem deseja disputar as eleições de 2026 e ainda ocupa cargos estratégicos no governo.
A regra é clara: quem quiser virar candidato, tem que descer do salto do secretariado. E não adianta tentar empurrar com a barriga — o governador já sinalizou que quer o time político reorganizado antes do réveillon.
Fim de ano, início de pré-campanha
Os bastidores políticos vivem seu momento de “dança das cadeiras”. Secretários de áreas-chave — como Saúde, Educação, Infraestrutura e Desenvolvimento Social — já arrumam as gavetas, mesmo que ainda não admitam publicamente suas intenções eleitorais.
A lógica é simples: ninguém quer correr o risco de esbarrar na lei da desincompatibilização ou deixar para depois o que o jogo político exige agora. Além disso, sair no início do ano eleitoral pode significar perder tempo precioso de articulação nos bastidores e nas bases eleitorais.
O aviso prévio já venceu
Apesar de não haver um prazo legal nesse momento do calendário, há um “prazo moral” no meio político: sair até o final do ano mostra organização, respeito ao governo e ambição controlada. Quem tenta esticar a corda, costuma sair mal na foto — e pode inclusive ser rifado na hora da escolha dos candidatos oficiais.
Enquanto isso, o governador já articula substituições técnicas (ou meramente decorativas) para não dar margem à leitura de que o governo ficou refém da pré-campanha alheia.
Quem sai e quem fica?
Embora os nomes ainda estejam sob sigilo nos bastidores, já se sabe que pelo menos cinco secretários estaduais estão com um pé fora do Palácio. A maioria já articula bases em cidades estratégicas, mirando cadeiras na Assembleia Legislativa e até na Câmara dos Deputados.
E a grande pergunta é: quem desses vai realmente para o embate eleitoral — e quem está apenas se promovendo para negociar espaço?
Quais desses secretários você acha que só estão “de olho na vaga” ou realmente têm força política para disputar em 2026? Comente e compartilhe sua opinião!
Fontes principais:
Bastidores políticos da imprensa local, legislação eleitoral, análises de articulistas políticos.




