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Sérgio Reis, o prefeito que afunda Lagarto

Sete meses de governo foram suficientes para carimbar na história de Lagarto o que muitos já chamam, sem rodeios, de a pior gestão municipal de todos os tempos. Sérgio Reis, eleito com o discurso da mudança, revelou-se um gestor perdido, incapaz de cumprir até as promessas mais simples de campanha. O resultado é um município mergulhado em crise, com saúde em colapso, secretarias em constante troca-troca e uma população sem rumo.

Na saúde, o cenário é de caos. Sem planejamento, sem licitação adequada e com contratos duvidosos, a Prefeitura abriu as portas para empresas tocarem a área mais sensível da administração sem qualquer respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal. Enquanto isso, usuários do SUS e famílias vulneráveis sofrem com a falta de atendimento digno, medicamentos e estrutura mínima.

Na educação, em vez de convocar os professores concursados, Sérgio preferiu lançar um processo seletivo simplificado, atropelando direitos e gerando revolta entre profissionais que aguardam há anos pela nomeação. Uma decisão que revela despreparo e desprezo pelas normas.

A desorganização também chegou ao núcleo político da gestão. Em apenas sete meses, quatro secretários foram trocados e até mesmo a tia do prefeito, Goretti, deixou o governo em meio a uma crise familiar. O próprio grupo que o elegeu, os chamados Saramandaia, hoje cochicha nos bastidores que Sérgio pode não concluir o mandato, abrindo caminho para a vice, Suely Menezes.

Mas é nas políticas sociais que a face mais cruel do prefeito se revela. Sérgio cortou programas como o Renda Cidadão e o Cartão Lagartense, que garantiam a sobrevivência de mais de 1.400 famílias. Extinguiu a distribuição de cestas básicas e abandonou o combate à fome, atingindo justamente os mais pobres, aqueles que deveriam ser prioridade de qualquer governo sério.

E como se não bastasse, o prefeito ainda trata a Prefeitura como balcão de negócios. Já viajou duas vezes para fora do Brasil em compromissos políticos, deixando a cidade nas mãos da vice ou do presidente da Câmara, Washington da Mariquita. Enquanto Lagarto clama por gestão, o prefeito prefere cuidar dos interesses do seu agrupamento.

O desgaste é visível. Feirantes, estudantes, lideranças políticas e até antigos aliados reconhecem: Sérgio fala muito, promete demais e cumpre quase nada. Sua popularidade despenca a cada dia, e o descrédito ameaça contaminar até mesmo a base aliada.

Sérgio Reis entra para a história de Lagarto não como o prefeito da esperança, mas como o símbolo do fracasso político. Um governo sem planejamento, sem compromisso e sem respeito à população. E, ao que tudo indica, o que era para ser um projeto de futuro virou, em tempo recorde, um desastre anunciado.

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