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Sessão Plenária do TCE/SE – 03 de Julho de 2025

Na plenária do Tribunal de Contas de Sergipe, realizada nesta quinta (03), o que se viu foi cada conselheiro entrando em campo com seu próprio estilo — uns mais pedagógicos, outros mais punitivos, todos com a mesma missão: passar o pente fino na farra do gasto público. Foram 24 processos analisados, e cada voto foi mais certeiro que alerta de Pix indevido. A seguir, o desfile dos protagonistas da manhã, com direito a batida na mesa, voto com tempero e, claro, muito recado entrelinhado.

Luiz Augusto Ribeiro pegou a prestação de contas do Fundo Municipal de Saúde de Areia Branca (2021) e foi direto ao ponto: regular com ressalvas e R$ 3 mil de multa no lombo. Sem floreios. Luiz é daquele tipo que não manda recado: ele manda boleto. Quando vê falha, não disfarça com eufemismo, aplica punição com CPF e CEP. O recado foi claro: errou na saúde, paga com saúde… financeira.

Angélica Guimarães é aquela conselheira que não apenas julga, ensina. Mas não se engane — é dura como régua de ferro. Ela passou o rodo nas contas de Propriá (2021), Muribeca (2021), Itabi (2022) e na Câmara de Propriá (2022). Tudo aprovado com ressalvas, mas com determinações e recomendações em dose dupla. Se fosse sala de aula, gestor que vacilasse já tava em recuperação. Angélica não apenas aponta erro, ela quer ver correção, aprendizado e melhora na próxima prestação. Quem administra com preguiça, vai pro quadro negro.

Luís Alberto Meneses não faz discurso, faz perícia em tempo real. Ele analisou nada menos que seis municípios: Pinhão, São Domingos, Riachão do Dantas, Arauá, Lagarto. Tudo entre 2021 e 2022. O tom foi um só: ressalvas, determinações e recomendações. Luís Alberto é um conselheiro que fala com precisão cirúrgica e exige dos gestores responsabilidade como padrão de gestão, não como exceção. Com ele não tem embromação nem firula. Fez errado? Corrige. Fez pela metade? Refaz. Ficou na dúvida? Traz a planilha e senta na frente.

José Carlos Felizola vota com a calma de quem conhece os atalhos da fiscalização, mas não se engane: por trás da serenidade vem sempre um puxão de orelha elegante. Analisou as contas de Santo Amaro das Brotas (2021), São Francisco (2023), Maruim (2022), Telha (2023) e o Fundo de Assistência Social de Aquidabã (2022). Em todas, deu ressalvas com recomendações. Ele até aprova, mas nunca deixa de deixar um lembrete de que “aprovar não é passar a mão”. É aquele conselheiro que o gestor teme não pela bronca, mas pelo silêncio seguido de recomendação com cara de sermão.

Flávio Conceição garantiu ritmo, ordem e compostura. Sob sua condução, o Pleno funcionou como deveria: cada conselheiro com sua personalidade, mas todos com o mesmo compromisso com a moralidade pública. Flávio não votou, mas comandou o julgamento como um maestro que sabe que cada pauta tem o poder de mudar a vida do cidadão lá na ponta. E garantiu: aqui não tem espetáculo, tem trabalho.

Resumo Final (com recado subliminar para os gestores de plantão):
Se você acha que o TCE/SE tá de olhos fechados, pense de novo. A lupa tá ativada, a caneta tá tinindo e as ressalvas viraram o novo “bom dia” do tribunal. Cada conselheiro com sua pegada, mas todos com um só propósito: evitar que dinheiro público vire fumaça de fogueira junina. E se sobrou alguma dúvida, aqui vai a máxima da casa: “Preste contas direito ou prepare-se pra virar estatística no mural da vergonha contábil.”

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