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Sessão Plenária do TCE/SE: julgamentos, reprovações e um festival de contas com (e sem) ressalvas

Ontem, o Pleno do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe transformou sua sala de sessões num verdadeiro tribunal de batalha orçamentária. Sob o comando firme do conselheiro Luís Alberto Meneses, a Corte julgou 28 processos e protocolos – teve de tudo: prestação de contas, denúncia, representação com pitada de cautelar, recurso pedindo um “pelo amor de Deus” e até ofício querendo explicação.

Confira agora o desempenho dos gladiadores da fiscalização pública:

Ulices Andrade – O cavaleiro da aprovação – O conselheiro Ulices Andrade foi direto ao ponto: analisou as contas de 2017 da Secretaria Municipal de Articulação Política e Relações Institucionais de Aracaju e deu aquele carimbo: aprovadas! O plenário seguiu o voto como quem diz: “Se Ulices falou, tá falado.” Sem ressalvas, sem drama, só aprovação no estilo “paz e amor”.

Luiz Augusto Ribeiro – O exterminador de contas líquidas – Com seu já conhecido olhar de raio-x sobre as finanças públicas, Luiz Augusto Ribeiro bateu o martelo com força: as contas de 2014 da Prefeitura de Japoatã estão ilíquidas, ou seja, mais confusas que extrato de banco sem CPF. Responsável? Gilmarcos Evangelista de Alcântara. E o plenário, em coro, gritou: “Confirma!”

Angélica Guimarães – Entre a foice e a flor – A conselheira Angélica Guimarães trouxe um combo de emoção. Primeiro, puxou o freio: rejeitou as contas de 2018 da Prefeitura de Pirambu (Elio José Lima Martins, esse recado foi pra você). Mas depois pegou leve: aprovou as contas de 2022 de Japaratuba e deu aquele ‘tá bom, mas melhore’ pro Fundo de Saúde de Japoatã em 2021, aprovando com ressalvas. Equilíbrio é tudo, né?

José Carlos Felizola – O sniper dos detalhes contábeis – Felizola mostrou que contas públicas não escapam de sua mira. Primeiro, aprovou com louvor as contas de 2020 da vice-governadoria estadual, da ex-vice Eliane Aquino Custódio. Depois, mandou um “parcialmente aprovado” com estilo: 2023 da Prefeitura de Nossa Senhora de Lourdes, 2019 da Câmara de Carira – ambas com ressalvas. E pra fechar com firmeza, carimbou como regulares as contas de 2022 da Câmara de General Maynard. Felizola não erra: quando dá ressalva, é com classe.

No mais… – Teve representação, teve denúncia, teve recado indireto em forma de parecer. O que não teve foi tédio. Sessão movimentada, cheia de decisões que deixam prefeito tenso, ex-gestor de orelha em pé e contador atualizado com o sistema na velocidade da luz. O recado está dado: quem mexe com recurso público em Sergipe tem plateia técnica, lupa em HD e conselheiro com voto afiado. Quem presta contas direitinho ganha aprovação. Quem tenta dar migué… bom, já sabe: o TCE tá de olho.

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