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Titãs, nostalgia os Geraldinhos e a “carência é a mãe da roubada”

Eu já sabia que a sexta-feira ia ser especial, mas não esperava entrar numa máquina do tempo direto para os anos 80 e 90. Peguei duas amigas e fui pro show do Titãs porque “rockeiro” de verdade não envelhece, só acumula boas histórias.

Assim que cheguei, BAM! Dei de cara com Geraldinho e Gel, meus parceiros da época de CCPA, quando eu jogava bola com os meninos e andava de bicicleta, enquanto minhas amigas suspiravam pelos namoradinhos da escola. E, minha gente… eles continuam incríveis!

Geraldinho: Magrinho, formal, com aquele charme de quem sempre soube derreter corações com um olhar. A genética foi boazinha com ele, e olha… o tempo só adicionou um toque de sofisticação. Gel: Cabelos mais brancos? Sim. Um pouco mais forte? Também. Mas continuava com aquele ar de “sou tranquilo, mas perigoso”, e a verdade é que ele sempre soube jogar esse jogo.

Foi só sentar e o papo fluiu como se nunca tivéssemos nos afastado. Casamentos? Alguns. Filhos? Vários. Risadas? Incontáveis. Enquanto a música rolava, gente pulando, outras esbarrando, senti a mesma energia dos tempos de escola, quando a vida era simples e bastava um violão e boas companhias pra fazer a noite perfeita.

E como se a viagem ao passado não fosse suficiente, ainda aparece  Gutemberg, o gênio da faculdade, agora veterano em divórcios e PhD em recomeços. O cara que faltava aula, mas nunca errava uma resposta, ainda com aquele humor afiado e um novo talento: ser especialista em carência 50+.

Chegou soltando uma das dele: “A carência é a mãe da roubada”, e eu só pude concordar. Porque, vamos combinar? Depois dos 50, ninguém mais tem tempo pra joguinho, mas também não quer dormir sozinho toda noite. A pele sente falta de um cafuné, o ego precisa de um elogio e o coração? Ah, esse sempre acha que ainda dá tempo pra mais uma aventura.

A noite foi um looping de nostalgia e surpresas. Tinha música, tinha bebida, tinha o Geraldinho sendo Geraldinho. Gel sendo Gel e Gutemberg sendo Gutemberg. 

Agora, vamos ao ponto alto da noite. Eu descobri que tem um delegado afim de mim. Sim, um delegado.  Daqueles galanteadores, olhar firme, postura de quem manda prender e soltar, mas que, na minha frente, só quer saber de conquistar.

Dizem que ele anda falando que me acha interessante, diferente, irresistível. E eu? Bem, eu não confirmo nem nego.  Só digo que se ele me interrogar, eu talvez confesse algumas coisas.

Saí do show leve, feliz, com a certeza de que eu nunca fui de viver no passado, mas de trazer o passado pra reviver comigo. E foi isso que aconteceu. Porque a verdade é essa: o tempo passa, os cabelos embranquecem, mas a essência, essa, meu bem, não muda nunca. E, quem sabe, a próxima sexta-feira não seja ainda mais atípica? 

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