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Trump recua e derruba tarifa de 40% sobre produtos brasileiros – mas deixa o veneno das sanções no prato

Retirada de tarifas sobre café, carne e frutas alivia exportadores, mas Casa Branca mantém sanções contra autoridades brasileiras e ameaça novas medidas. O jogo ainda está longe de terminar.

Donald Trump, em mais um de seus tradicionais recuos estratégicos — ou oportunismos com data marcada — decidiu nesta quinta-feira (20) assinar uma ordem executiva que derruba a tarifa de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros. A medida vem após pressão doméstica por conta da inflação nos Estados Unidos e, claro, uma conveniente conversa com Lula. Mas calma: o alívio é parcial e o embate está longe de acabar.

Café, carne e frutas: alívio no campo — mas só em parte

Mais de 249 produtos brasileiros escaparam do tarifaço imposto por Trump em julho. Na lista, estão campeões de exportação como:

  • Café (verde, torrado e derivados)
  • Carne bovina
  • Frutas frescas, congeladas e processadas (como laranja, manga, banana, açaí)
  • Cacau, especiarias e sucos
  • Petróleo e chá tropical

A medida é retroativa ao dia 13 de novembro — justamente quando o chanceler Mauro Vieira se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington. Coincidência?

Pressão inflacionária, telefone com Lula e “progresso”: o trio que moveu Trump

Trump alegou três razões para o recuo:

  1. Conversa com Lula em outubro, onde ambos concordaram em “avançar nas tratativas comerciais”.
  2. Avaliação da equipe de governo sobre o “progresso inicial” com o Brasil.
  3. Inflação nos EUA, agravada pelas tarifas, especialmente no setor cafeeiro.

E esse último ponto pegou em cheio: o Brasil fornece 1/3 de todo o café consumido nos EUA, e o preço da commodity explodiu em 2025. O impacto no bolso do americano foi mais forte do que qualquer apelo diplomático. No fim das contas, o paladar yankee falou mais alto que a diplomacia.

Dinheiro de volta: governo americano vai reembolsar tarifas já pagas

Uma cláusula da ordem executiva obriga os EUA a devolver os valores cobrados desde a reativação da tarifa em novembro. É um alívio parcial, mas bem-vindo, especialmente para quem viu pedidos minguarem nos últimos meses.

Sanções mantidas: Trump “dá com uma mão e bate com a outra”

Se por um lado os produtos respiram, por outro o governo Lula continua engasgado com as sanções que os EUA mantêm contra ministros do STF e autoridades brasileiras.

Desde julho, figuras como Alexandre de Moraes, Viviane Barci (sua esposa), e o advogado-geral da União, Jorge Messias, entraram na lista negra americana — com direito à revogação de vistos e inclusão em listas da Lei Magnitsky.

Apesar dos pedidos formais do Brasil para retirar as sanções, Trump segue irredutível. Diplomacia seletiva?

Exportadores comemoram — mas com gosto amargo

Setores como o da carne celebraram a reversão. A Abiec chamou a decisão de “reforço à estabilidade do comércio internacional”.

Mas nem todos estão erguendo taça: exportadores de café criticam que a medida é insuficiente. A BSCA afirma que, só entre agosto e outubro, as exportações de cafés especiais despencaram 55%. Enquanto isso, Colômbia, Vietnã e Etiópia ganham espaço nos blends americanos. E o que se perde agora, pode não voltar.

E se o Brasil não agradar? Trump deixa ameaça no ar

A ordem executiva deixa claro: o estado de emergência comercial continua. Ou seja, as tarifas podem voltar a qualquer momento se o Brasil não “cooperar” com os interesses americanos.

Na prática, é como tirar a arma da mesa, mas deixar o dedo no gatilho.

O que o Brasil quer (e ainda não conseguiu)

Nas negociações em andamento, o governo Lula tenta:

  • Suspender todas as tarifas remanescentes
  • Garantir acesso a minerais estratégicos
  • Evitar sanções sobre big techs
  • E claro, derrubar as sanções políticas

A proposta foi enviada pelos diplomatas brasileiros em 4 de novembro. Até agora, nenhuma resposta concreta da Casa Branca. Mas uma nova reunião já foi agendada.

Lula: satisfeito, mas não impressionado

O Itamaraty divulgou nota dizendo que recebeu a decisão “com satisfação”. Lula, por sua vez, agradeceu a Trump, mas foi direto: “Não é tudo o que eu quero, nem tudo que o Brasil precisa”.

Diplomático, mas incisivo.

Tarifaço de 2025: o pano de fundo político

Convém lembrar: as tarifas de Trump nasceram em julho de 2025, com justificativas comerciais… e políticas. Segundo o republicano, o STF brasileiro estaria ameaçando a “liberdade de expressão americana” ao coibir fake news em plataformas digitais.

Sim, você leu certo: a Suprema Corte do Brasil virou o bode expiatório da guerra cultural trumpista.


Próximos capítulos: vai ou racha?

O Brasil agora corre contra o tempo. Precisa:

  1. Garantir a remoção completa das tarifas
  2. Revogar sanções contra autoridades
  3. Firmar um acordo comercial estável

Enquanto isso, exportadores torcem para que a política não estrague o que o mercado ainda pode salvar.



O que você acha da postura de Trump? E do governo Lula? Esse “alívio” nas tarifas é real ou só jogo de cena? Deixe seu comentário e compartilhe esta análise com quem precisa entender o que está em jogo!


Fontes Principais
CNN Brasil, G1, Agência Brasil, BBC, Terra, Forbes, Correio do Povo, IstoÉ Dinheiro, Congresso em Foco, Metropoles

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