O fim de semana de Valmir de Francisquinho mostrou, mais uma vez, que política não se mede apenas em ar-condicionado de gabinete, cafezinho de repartição e reunião onde todo mundo concorda antes mesmo de entender o assunto. Política, no interior, ainda se mede no abraço, no sorriso, no aperto de mão e naquela recepção que não cabe em planilha de marqueteiro. Em Pacatuba, no Baixo São Francisco, Valmir chegou ao lado de Eduardo Amorim e encontrou o que muita gente procura com lupa: povo, liderança e calor humano de verdade.
Enquanto alguns palanques parecem montados com fita adesiva, ata de reunião e promessa vencida, Valmir segue fazendo o caminho mais difícil e mais eficiente: vai para a rua. Entra nas cidades, conversa, escuta, abraça e transforma visita em movimento. Eduardo Amorim apareceu como aliado firme, articulador discreto e peça importante desse xadrez, mostrando que o grupo não está apenas fazendo pose para fotografia: está andando, conversando e ocupando território.
Em Simão Dias, o encontro teve peso político e cheiro de arrumação de chapa. Priscila Felizola apareceu como nome de equilíbrio, Belivaldo Chagas como símbolo de musculatura política e Valmir como o eixo popular dessa engrenagem. Foi o tipo de cena que adversário olha de longe, finge que não viu, mas depois manda alguém perguntar: “Tinha muita gente mesmo?”
Em Pacatuba, o chamado “time de Valmir” ganhou corpo com Marcos Oliveira, Adailton Souza, João Cândido, Matheus Corrêa, Suzane Vidal, Joãozinho e Breno Silveira. Cada um entrou na fotografia política como peça de uma campanha que tenta juntar liderança, rua, voto e entusiasmo. Não foi passeio turístico nem visita de cortesia. Foi palanque vivo, daqueles que nascem antes do som ligar e continuam depois que a comitiva vai embora.
A disputa em Sergipe começa a revelar sua moldura: de um lado, estruturas tradicionais tentando organizar lideranças como quem arruma cadeira em auditório vazio; do outro, Valmir apostando no contato direto, na recepção calorosa e na identificação com as pessoas. Onde ele chega, mexe. Onde passa, comentam. E onde o povo encosta, a campanha ganha aquilo que nenhum gabinete fabrica, nenhum decreto cria e nenhuma liderança de laboratório consegue imitar: popularidade.




