Há político que cresce em gabinete, com ar-condicionado e pesquisa encomendada. E tem político que cresce na rua, no calor, na feira, no aperto de mão. Valmir de Francisquinho é desse segundo tipo. E talvez seja exatamente por isso que o sistema nunca engoliu ele direito. Em 2022, o homem teve mais de meio milhão de votos. Meio milhão. E mesmo assim não virou governador. Não porque o povo não quis. Mas porque o jogo virou fora das urnas.
E aqui começa o enredo que todo mundo em Sergipe conhece, mas finge que não viu. Valmir ganhou no voto, foi tirado do jogo e depois absolvido. Traduzindo na linguagem do interior, tiraram o cabra da corrida e depois disseram que ele podia correr. Mas a corrida já tinha acabado. Isso não é só injustiça política. Isso muda destino de gente, muda eleição, muda história.
Enquanto isso, Valmir voltou para casa, para Itabaiana, e fez o que sabe fazer. Administrar com o povo. Lá não tem muito discurso bonito não, tem obra, tem presença, tem gente sendo atendida. É aquela política raiz, que resolve, que chega junto, que escuta. O itabaianense fala com orgulho. “Valmir resolve”. E política, no fim das contas, é isso. Resolver.
Agora vem 2026 e o cenário começa a mexer. Valmir tirou licença, rodou o Estado, sentiu o cheiro da rua. Não foi passeio não, foi leitura de jogo. E quem anda pelo interior sabe. O nome dele continua forte, firme, circulando fácil. Diferente de algumas pesquisas que aparecem por aí, meio arrumadinhas, meio com cara de quem já vem com resposta pronta.
Essa tal pesquisa do Instituto França, por exemplo, foi recebida com aquele olhar atravessado do povo. Já outras leituras mais orgânicas, de consumo político mesmo, mostram o contrário. Valmir competitivo, vivo, incomodando. E quando incomoda, meu amigo, é porque tem voto.
Do outro lado, o governo Fábio Mitidieri enfrenta seus próprios problemas. A história da Iguá virou dor de cabeça, debate nas ruas, questionamento direto. E política é assim. Quando o povo começa a falar, não adianta nota técnica. O termômetro não está no gabinete, está na conversa de esquina.
E no meio disso tudo, Sergipe parece viver o fim de um ciclo. Aquele ciclo que veio lá de Marcelo Déda, passou por Jackson Barreto, chegou em Belivaldo Chagas e desembocou agora. Até Belivaldo, que conhece esse jogo como poucos, já percebe que o tabuleiro está mudando. E quando o ciclo muda, quem estava confortável começa a se mexer.
A eleição de Emília Corrêa em Aracaju já foi um sinal claro disso. O povo está disposto a testar o novo. E nesse novo, Valmir aparece com força. Não sozinho, claro. Mas como peça central de um possível redesenho político no estado.
E aí vem a pergunta que ninguém quer fazer em voz alta. Se deixarem ele jogar, ele ganha. E se não deixarem, quem ele indicar ganha também. Porque liderança de verdade não depende só do nome na urna, depende do peso que carrega. E Valmir hoje carrega voto, carrega história e carrega um sentimento popular difícil de fabricar.
Agora é esperar o dia 3. A tendência é clara. Valmir deve renunciar, entrar no jogo e testar de novo a força das urnas. E Sergipe vai ter a chance de responder uma pergunta simples. Vai prevalecer o voto ou o sistema vai tentar, mais uma vez, reescrever o resultado. Porque uma coisa é certa. Se depender do povo, o cabra de Itabaiana já tinha sido governador faz tempo.





Uma resposta
Na minha opinião, Valmir deve sim vim pra o jogo, uma coisa é certa o povo de bem de Sergipe está com Você! Eu ando em todo Estado e ouço o clamor por Valmir Governador.