As autoridades de segurança adoram repetir: Sergipe reduziu homicídios, tem menos feminicídios, caiu no ranking da violência. Mas, basta abrir os olhos, e o contraste salta: os crimes que ainda acontecem são cada vez mais bárbaros. A matemática pode sorrir, mas a realidade sangra — e em 2025, Sergipe já coleciona uma lista de atrocidades digna de filme de terror.
O caso mais recente: corpo carbonizado em Aracaju
Nesta terça (2), um corpo foi encontrado carbonizado, com as mãos amarradas, próximo à Universidade Federal de Sergipe, em Aracaju. Sinais claros de tortura, execução planejada, desumanidade explícita. A vítima ainda não foi identificada, mas a crueldade dispensa apresentações. Esse não é um caso isolado: é parte de uma série de episódios que mostram a escalada da brutalidade.
Quando a violência ultrapassa todos os limites
Se a década passada falava em “tiros e facadas”, agora falamos em corpos queimados, idosos amarrados e espancados, bebês mortos a tiros. Crimes que, sozinhos, já seriam grotescos, mas que em conjunto revelam um padrão: menos casos, mais cruéis.
Exemplos de 2025:
- Itabaiana, janeiro: corpo carbonizado em carro incendiado.
- Pinhão, fevereiro: idoso amarrado e espancado até quase a morte.
- Areia Branca, junho: bebê de 1 ano morto a tiros no colo da mãe.
- Aracaju, junho: idoso assassinado a facadas em pleno centro.
- Poço Verde, setembro: jovem encontrada carbonizada em estrada vicinal.
- Aracaju, setembro: corpo carbonizado com mãos amarradas (caso de hoje).
Menos números, mais horror
Sim, os relatórios da SSP mostram queda histórica nos índices: o menor número de homicídios desde 2003, -75% em comparação com 2016, e queda expressiva nos feminicídios. O discurso oficial fala em “estado mais seguro do Nordeste”. Mas quem olha para as ocorrências sabe: o que está em jogo não é só quantidade, mas a crueldade com que os crimes são cometidos.
Se antes a violência tinha “modus operandi” previsível, agora ela beira a barbárie ritualística. Não estamos falando de brigas de bar ou disputas de facções apenas, mas de atos que parecem feitos para humilhar, torturar e desumanizar.
A pergunta que não cala
De que adianta menos registros se os crimes que restam parecem cada vez mais saídos de um manual de horror? Que sociedade estamos construindo quando aceitar corpos carbonizados, idosos amarrados e bebês alvejados se torna parte da paisagem?
Sergipe pode comemorar estatísticas. Eu, não. Porque os números diminuem, mas a maldade cresce — e está batendo na nossa porta todos os dias.
E você: o que assusta mais, os números ou a crueldade? Deixe sua opinião e compartilhe este texto para ampliar o debate.
Fontes Principais
G1 Sergipe; Infonet; A8SE/TV Atalaia; Xodó News; Portal Lagartense; SSP/SE; Governo de Sergipe.




