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Resumão da Câmara de Aracaju

Se a política de Aracaju fosse série, o episódio desta quinta-feira teria de tudo: bronca de vereador com endereço e CEP, discurso que mistura elogio e alfinetada, pedido de meditação no SUS, cobrança de emendas emperradas, CPI de milhões (literalmente), bolo de aniversário na tribuna, guerra contra reajuste na conta d’água, ação social com sopa no capricho e até puxão de orelha nas redes sociais. Foi um Pequeno Expediente que de “pequeno” só teve o nome e que mostrou que, entre um aplauso, uma cobrança e uma homenagem, os vereadores sabem como dar movimento (e tempero) ao plenário.

Bigode na bronca – Bigode do Santa Maria (PSD) subiu o tom contra o abandono da avenida Alexandre Alcino, no Santa Maria. Pediu drenagem, saneamento e atenção “com carinho” ao presidente da Emurb. O recado foi claro: ou a obra vem, ou o comércio continua navegando na enchente.

Camilo no contra-ataque – Camilo Daniel (PT) abriu a metralhadora política: elogiou Lula, atacou o “tarifaço” e acusou Eduardo Bolsonaro de trabalhar contra o Brasil com alianças internacionais suspeitas. Para ele, isso é “ataque frontal” à Justiça e não é no Twitter, é no plenário mesmo.

Marcel zen – Marcel Azevedo (PSB) quer acupuntura, reiki e meditação de graça na rede pública. Seu projeto regulamenta práticas integrativas usando profissionais já concursados e espaços públicos. “Sem custo pro município e com muito ganho pra saúde”, defendeu.

Pastor cobrador – Pastor Diego (União Brasil) quer reunião urgente para liberar 90% das emendas impositivas que estão travadas. E já avisou: no caso da CPI da SMTT, onde é relator, a paciência será curta.

Sonia Meire: dos barracos aos ônibus – Professora Sonia Meire (PSOL) cobrou regularização da ocupação do Centro Administrativo, mais de cem famílias, três décadas de espera e 200 crianças. No transporte público, emplacou três emendas para que as placas informativas apareçam também do lado de fora dos ônibus. Quer transparência visível até de longe.

Selma França e o bolo da Ana Valentina – A tribuna virou sala de estar quando Selma França (PSD) parabenizou a neta Ana Valentina pelos oito anos. “Primeira bênção que Deus me deu”, disse, já orgulhosa das outras três netas e de dois netos a caminho. Sessão doce, sem precisar de quórum qualificado.

Byron na linha dura – Sargento Byron (MDB) assumiu a presidência da CPI da SMTT e já marcou a primeira reunião para segunda-feira. Vai atrás de documentos e gestores para explicar onde foram parar R$ 135 milhões em multas de trânsito. Quem não tiver boa explicação, prepare o colete.

Lúcio contra a conta alta – Lúcio Flávio (PL) não engoliu o aumento da Iguá. Quer a base do governador Mitidieri na mesa para barrar o reajuste. Cutucou lembrando que a prefeita congelou IPTU e tarifa de ônibus até haver melhorias. “Preço só sobe quando serviço melhora”, disse.

Fábio Meireles e o sopão abençoado – Fábio Meireles (PDT) trocou microfone por concha no “Sopão Solidário” do Santos Dumont. Ao lado da esposa Ítala e da mãe Maria, serviu 150 pessoas. Sopa quente, abraço apertado e fé — receita que não precisa de votação.

Elber Batalha: segurança na agenda – Elber Batalha (PSB) conseguiu aprovar a Semana Municipal do Seguro no calendário de Aracaju. Agora é esperar a canetada da prefeita.

Joaquim da Janelinha e a cultura batizada – Joaquim da Janelinha (PDT) aprovou a homenagem à Neinha, dando seu nome ao Centro Cultural e Festivo no bairro Luzia.

Alex Melo e os heróis de farda – Alex Melo (PRD) aplaudiu a guarnição Escorpião 01 da PMSE pelo resgate de um homem que caiu num canal. A moção passou, mas o heroísmo já estava garantido.

Camilo e a folga do trabalhador – Além das críticas a Bolsonaro, Camilo Daniel defendeu a PEC que amplia o descanso dos trabalhadores, derrubando a escala 6×1. A moção não passou, mas ele saiu com a narrativa no ponto: “Trabalhador não vive só para trabalhar”.

Iran Barbosa: rede social com lei – Iran Barbosa (PSOL) engrossou o coro pela regulamentação das redes sociais contra a adultização de crianças. Citou números alarmantes de abuso online e mandou o recado às big techs: “Isso não é censura, é proteção”.

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