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Blind Date Noticias

Na CPI do sorvete quente, Emília não pode pagar a conta antes da prova

A CPI dos Espaços Públicos virou a novela das nove da Câmara de Aracaju, com quiosque, sorveteria e cadastro desencontrado fazendo mais suspense que vilão trocando exame de DNA. Instalada para investigar os critérios de concessão em gestões anteriores e na atual, a comissão encontrou 294 termos, listas divergentes e documentos incompletos. Elber Batalha merece reconhecimento pela apuração, pelos documentos reunidos e pelas perguntas que retiraram o assunto da sombra. Quando até o sorvete vira pauta quente, é porque a fiscalização chegou ao ponto certo. 

Mas investigação não é sentença, operação policial não é condenação e Emília Corrêa não pode ser transformada em culpada por procuração. A prefeita determinou que Procuradoria e Controladoria acompanhassem o caso, garantiu colaboração e afirmou que qualquer responsável por irregularidade deverá responder. Elber cumpre seu papel quando apura, mas exagera quando tenta colocar a faixa de condenada em Emília antes de a polícia terminar de abrir as caixas. Pode chamar Hugo Esoj, permissionária, testemunha e até promover acareação com direito a pipoca; o que não pode é trocar prova por palanque e devido processo por vídeo de WhatsApp

Soneca acordou. O vereador despertou para a habitação e apoiou os quase R$ 197,5 milhões destinados à construção de moradias e à urbanização do Santa Maria e do 17 de Março. Ao lembrar que sua própria mãe realizou o sonho da casa própria por meio de um programa habitacional, deu emoção a uma votação cercada de números. Em ano eleitoral, muita gente disputa a paternidade das obras, mas Soneca levou a mãe para o discurso. Quando o assunto é teto, ele não dorme no ponto.

Lula perdeu sozinho. Na sabatina da Globo, o presidente entrou sem adversário, mas conseguiu sair derrotado pelas próprias respostas. Questionado sobre os inquéritos envolvendo Lulinha, Banco Master, INSS, segurança e economia, chamou acusações de “ilações”, criticou vazamentos e disse que o filho responderá se houver irregularidade. Era entrevista, mas pareceu debate entre Lula e os fatos. E, pelo desempenho, os fatos venceram de goleada.

Flávio entra no ar. O horário eleitoral começa nesta sexta-feira, e a televisão já pode colocar o capacete. Lula e Flávio Bolsonaro estreiam trocando ataques, como dois vizinhos brigando pelo controle remoto do Brasil. O PT promete explorar o caso Dark Horse e a biografia do senador, enquanto o PL levará à tela o endividamento, os problemas do governo e os escândalos envolvendo aliados do presidente. Flávio chega com a vantagem de enfrentar um Lula desgastado e cercado por explicações que nunca chegam ao ponto final. Se o petista repetir na propaganda o desempenho confuso da sabatina, o programa de Flávio poderá economizar roteiro: basta colocar Lula para responder. No primeiro duelo da televisão, o presidente terá tempo de sobra, mas talvez lhe falte justamente uma boa resposta.

São Cristóvão aprovou a jato. A Câmara aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, espécie de GPS financeiro que define as prioridades de São Cristóvão e orienta a futura Lei Orçamentária Anual. Os vereadores, porém, mal tiveram tempo de perguntar o destino e já autorizaram o prefeito a seguir viagem. Sem debate aprofundado, a proposta passou como prioridade definida, mostrando uma base governista mais alinhada que procissão na Praça São Francisco. A LDO ainda não libera cada gasto, mas prepara o caminho para saúde, educação, obras e investimentos. Em São Cristóvão, o planejamento de 2027 passou com tanta velocidade que o futuro chegou antes da discussão.

Estância troca a continência pelo acolhimento. A mudança que chamou atenção na cidade foi a saída do major Valmir Gomes e a chegada de Ana Carolina Freire à Secretaria de Defesa Social e Cidadania. Depois de uma sequência de militares no comando, o prefeito André Graça entregou a pasta a uma mulher com trajetória ligada à área de estética, cuidados pessoais e atuação administrativa. Estância não ficou menos segura, apenas parece querer trocar um pouco da voz de comando pela capacidade de ouvir. Agora, antes de bater continência, a secretaria talvez pergunte se o cidadão está bem. A cidade ficou mais humanizada, menos aquartelada e, quem sabe, até a Defesa Civil ganhou um tratamento de pele. 

Itabaiana pegou fogo. Tudo bom, doutor? É coisa que só acontece em Itabaiana mesmo. A sessão da Câmara precisou ser suspensa depois que Anderson de Tonho de Catulino criticou Roosevelt Santana e Alex Henrique resolveu entrar no debate sem pedir licença. A temperatura subiu tanto que a Mesa teve de apertar o botão do intervalo antes que o plenário virasse uma filial da feira livre. Vereador foi eleito para fiscalizar, mas naquele dia alguns pareciam disputar no grito quem vendia o argumento mais barato. Faltou apenas alguém anunciar: olha o bate-boca fresquinho, minha senhora!

Dois líderes e uma vaga sem dono. André David e Rogério Carvalho dividiram a liderança da Quaest com 11%, enquanto André Moura veio logo atrás, com 9%. André David chegou com distintivo, apoio de Valmir e outro levantamento lhe atribuindo 19,22%. Rogério trouxe o mandato e o palanque de Fábio, mas descobriu que senador também precisa ser lembrado. André Moura, por sua vez, cresce defendendo segurança e redução da maioridade penal. A pesquisa montou um pódio tão apertado que ninguém pode abrir o champanhe. Por enquanto, os três ganharam manchete, mas a cadeira continua sentada sozinha.

Alessandro na montanha-russa. Há poucos dias, uma pesquisa colocou Alessandro Vieira com 31,2%; agora, a Quaest lhe entregou apenas 8%. O senador foi dormir líder isolado e acordou procurando o pelotão principal. Pesquisa eleitoral em Sergipe está parecendo balança de farmácia antiga: cada vez que o candidato sobe, aparece um peso diferente. Alessandro ainda precisa explicar se é aliado de Fábio, crítico do governo ou independente do MDB. Se continuar tentando ocupar três posições ao mesmo tempo, corre o risco de o eleitor não saber em qual prateleira encontrá-lo.

A fila do Senado aumentou. Eduardo Amorim e Rodrigo Valadares apareceram com 7%, Edvaldo Nogueira marcou 6%, Coronel Rocha e Iran Barbosa ficaram com 2%, enquanto Renatinha e Paulinho da União Tur registraram 1%. Eduardo precisa evitar virar “o outro André” da chapa; Rodrigo precisa levar os cortes da internet para o interior; e Edvaldo terá de descobrir que Sergipe continua depois da Orla. Coronel Rocha e Iran ainda procuram espaço, enquanto Renatinha e Paulinho fazem campanha em modo economia de bateria. A disputa tem tantos candidatos que, se aparecer mais um, o TRE precisará distribuir senha.

Thiago faz a conta aparecer. Thiago de Joaldo divulgou que destinou R$ 27.255.202 para Aracaju entre 2023 e 2026, segundo levantamento da Assessoria de Orçamento da Câmara. A campanha do deputado está fazendo o dever de casa: apresenta número exato, identifica a cidade beneficiada e mostra serviço sem precisar contratar tradutor de promessa. Destinação ainda precisa ser acompanhada até o pagamento e a entrega, mas liderança também se mede pela capacidade de abrir portas em Brasília. Enquanto alguns candidatos oferecem aperto de mão, Thiago chega com a calculadora. E, em campanha eleitoral, R$ 27 milhões falam mais alto que muito carro de som.

Fábio passou na catraca. O TRE-SE deferiu o registro de Fábio Mitidieri, depois de o Ministério Público Eleitoral concluir que ele reúne as condições de elegibilidade, não possui causa atual de inelegibilidade e não sofreu impugnação. Jeferson Andrade também está regular, e a chapa governista já pode entrar na urna sem precisar mostrar documento na portaria. Agora os olhos se voltam para Valmir de Francisquinho, cujo julgamento virou o capítulo mais aguardado da novela eleitoral. Fábio já recebeu o carimbo; Valmir permanece na fila, enquanto Sergipe olha para a porta do TRE e pergunta: chama o próximo! A publicação consultada não identifica nominalmente o magistrado responsável pela decisão, por isso seria imprudente atribuí-la sem acesso ao despacho original.

Gabriel queimou a largada. O TRE-SE indeferiu por unanimidade a candidatura de Gabriel Déda, do PL, a deputado estadual, porque ele não tem a idade mínima exigida constitucionalmente para o cargo na data de referência eleitoral. A relatora foi a juíza Telma Maria Santos Machado. Gabriel não é menor nem incapaz civilmente; apenas tentou chegar ao mandato antes da idade. Sobrenome abre portas, mas não adianta empurrar o calendário. Faltou à campanha consultar a certidão antes de imprimir o santinho.

Lula Ribeiro diz até breve. O cantor sergipano se despede novamente de Aracaju nesta sexta, às 20h, na Casa do Mangue, ao lado de Genaro Gonçalves e Naldinho. Será uma noite leve, afetiva e com o charme tranquilo que já virou marca da casa. Lula vai embora, mas deixa acordes, saudade e a promessa de retorno. Vale conferir, porque despedida sergipana sempre termina parecendo ensaio para a próxima chegada. Reservas: (79) 99193-5270.

Lagarto é Bole-Bole e Saramandaia. Não tem jeito: em Lagarto, até o aperto de mão já nasce com lado político. A cidade continua dividida entre Sérgio Reis, Gustinho Ribeiro, Fábio Reis e adversários que conhecem cada rua e cada voto pelo nome. Gustinho está muito bem posicionado e pode ampliar a votação obtida na eleição passada, mas ninguém deve imaginar que liderança local transfere eleitor como quem envia Pix. Com mais de 82 mil eleitores, Lagarto não é parada de carreata, é campeonato próprio. Ali, quem entra achando que manda sozinho sai perguntando de que lado estava o bode.

Em Socorro, a candidata é Adriana. No papel, Alessandro Vieira disputa o Senado; nas ruas de Nossa Senhora do Socorro, quem faz campanha é Adriana Carvalho, sua primeira suplente e esposa do prefeito Samuel Carvalho. O eleitor começa a desconfiar que o prefeito não quer apenas apoiar um senador, mas colocar a própria família no pacote. Enquanto Alessandro tenta aparecer, Adriana ocupa o território e Samuel organiza a vitrine. André Moura, mais experiente, circula sem precisar pedir licença nem emprestar sobrenome. Em Socorro, Alessandro é o titular da chapa, mas Adriana parece ser a dona da campanha.

Heleno puxa o Sertão. Quem duvida da força do Republicanos em Nossa Senhora da Glória precisa conversar com o Pastor Heleno. Ex-prefeito de Canindé, ex-deputado estadual e duas vezes deputado federal, ele obteve 7.461 votos em Glória quando disputou o Senado em 2018. Agora, candidato a federal, inaugurou comitê ao lado de André David e trabalha também por Eduardo Amorim. Na carona dessa caminhonete eleitoral vem o vereador Pastor Diego, candidato a estadual, tentando recolher os votos que sobrarem na carroceria. No Sertão, André e Eduardo pedem voto casado, Heleno celebra o matrimônio e Diego aparece querendo levar os presentes.

Itabaiana troca o descanso pela avenida. A Micarana transforma a cidade na capital sergipana da folia, com Alinne Rosa, Bell Marques, Igor Kannário, Psirico, Rafa e Pipo, Léo Santana e uma tropa de artistas capaz de cansar até o trio elétrico. Hotéis, bares, restaurantes, ambulantes e motoristas agradecem enquanto o cidadão procura energia para acompanhar dois dias de festa. Itabaiana passará o fim de semana sem dormir e, pelo tamanho da programação, talvez só acorde na terça-feira perguntando quem levou sua voz. Se alguém encontrar o descanso perdido, favor entregar na segunda-feira à prefeitura.

A ópera abre as cortinas. O Festival Ópera Nordeste ocupa o Teatro Tobias Barreto hoje, com concerto sinfônico, óperas internacionais e até uma opereta brasileira. A abertura será nesta sexta, às 20h, com entrada gratuita, solistas e a Orquestra Sinfônica de Sergipe sob a regência de Daniel Nery. Enquanto Itabaiana corre atrás de Bell Marques, Aracaju procura a legenda para entender o canto lírico. Sergipe é tão culturalmente versátil que dança axé no sábado e, no domingo, comenta a soprano como se tivesse estudado em Viena. Só não vale gritar “toca Asa de Águia” no meio da ária.

A diversidade toma conta da Orla. A 25ª Parada LGBT+ de Sergipe acontece neste domingo, a partir das 13h, na Passarela do Caranguejo, com Melody, DJs, artistas sergipanos e muita celebração. O Ministério Público estará presente para acompanhar e fiscalizar a festa, garantindo respeito e segurança. Serão 25 anos de luta ocupando a avenida com música, cores e alegria. Afinal, democracia também é poder dançar sem esconder quem se é.

Antônio Bala 1, a juventude entrou no jogo. Aos 26 anos e disputando sua primeira eleição, Antônio Bala apareceu com 2,94% na pesquisa espontânea CTAS, empatado com nomes mais conhecidos. Filho do prefeito Juca de Bala, ele reúne uma base organizada em Laranjeiras, apoio de Alessandro Vieira e alianças fora do município. Antônio começou como novidade e já entrou no primeiro pelotão. A bala ainda está saindo do cano, mas a campanha acertou o alvo.

Antônio Bala 2, Laranjeiras mostrou força. O lançamento no Calçadão Getúlio Vargas reuniu militância, lideranças e aliados numa demonstração de que a candidatura não veio apenas para completar chapa. Antônio fala de juventude, educação, oportunidades e causa animal, carregando um sobrenome forte sem se esconder atrás dele. Com número fácil, 15.555, e campanha crescente, o jovem candidato está transformando herança política em projeto próprio. Juca preparou a base, mas Antônio parece disposto a caminhar com as próprias pernas.

Antônio Bala 3, o recado atravessou Laranjeiras. Jeferson Andrade, candidato a vice-governador, elogiou Antônio durante o lançamento e foi direto: “O melhor para Laranjeiras está aqui do meu lado. É jovem, competente, tem tradição”. Ao afirmar que o município terá alguém preparado para representá-lo na Assembleia, sua fala soou como recado para Zezinho Sobral, ainda que ele não tenha sido citado. Depois de deputado estadual e vice-governador, Zezinho agora escuta que Laranjeiras finalmente poderá ter um representante verdadeiramente presente. Jeferson elogiou Antônio; a carapuça, se serviu, foi entregue sem recibo.

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