PUBLICIDADE

Juíza Heloísa chega ao TRE-SE com leveza, firmeza e toga bem ajustada

A juíza Heloísa de Oliveira Castro Alves chegou ao Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe sem precisar de fanfarra institucional, tapete imaginário ou frase de efeito embrulhada em papel timbrado. Tomou posse como membro suplente da Corte Eleitoral, na classe juiz de direito, em cerimônia realizada no plenário Fernando Ribeiro Franco, na sede do TRE-SE. A cena teve aquele roteiro clássico dos tribunais: mesa composta, autoridade presente, termo lido, assinatura feita e fotografia oficial para provar que a República, às vezes, ainda sabe seguir protocolo sem tropeçar no próprio salto.

A posse foi conduzida pela presidente do TRE-SE, desembargadora Ana Lúcia Freire de Almeida dos Anjos, que recebeu Heloísa destacando sua trajetória na magistratura sergipana. E aqui vale separar a solenidade do exagero. Não se trata de transformar posse em coroação, nem magistrada em personagem de campanha institucional. Trata-se apenas de registrar que a Corte Eleitoral passa a contar com uma juíza de carreira, com experiência no Judiciário estadual e passagem por unidades importantes, inclusive a Comarca de Barra dos Coqueiros e a 6ª Vara Criminal de Aracaju.

O diretor-geral do TRE-SE, Rubens Lisboa, fez a leitura do termo de posse, Heloísa assinou o documento e recebeu os cumprimentos dos integrantes da Corte. Tudo muito formal, como manda o figurino. Tribunal, afinal, não é roda de forró, embora às vezes a política tente dançar dentro dele com sapato de verniz e cara de inocente. Em ano eleitoral, cada cadeira ocupada na Justiça Eleitoral ganha peso extra, não pelo espetáculo, mas pela responsabilidade silenciosa de fazer a máquina democrática funcionar sem virar palco de vaidade.

Heloísa passa a integrar o TRE-SE como suplente no biênio 2026-2028. Sua chegada ocorre num momento em que a Justiça Eleitoral precisa de serenidade, técnica e pulso institucional. Nada de pirotecnia, nada de discurso inflado, nada de confete jurídico jogado ao vento. O que se espera é trabalho, equilíbrio e atenção ao tamanho da função. Porque, no fim das contas, democracia não se sustenta apenas com urna, campanha e discurso bonito. Sustenta-se também com gente preparada sentada nos lugares certos, fazendo o que precisa ser feito sem transformar dever em espetáculo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *