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União e PP montam um paredão: Yandra dispara, Gustinho olha pelo retrovisor e a Alese vira guerra entre aliados

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, chega às eleições de 2026 com uma das nominatas mais fortes de Sergipe. São nove candidatos a deputado federal e 25 a deputado estadual, reunindo parlamentares de mandato, ex-prefeitos, vereadores e nomes com votação comprovada. No federal, duas cadeiras aparecem como possibilidade muito concreta. Na Assembleia, a federação pode discutir quatro e, numa eleição excepcional, até cinco vagas.

Yandra Moura larga na frente. Em 2022 fez impressionantes 131.471 votos, foi a deputada federal mais votada de Sergipe e a primeira mulher sergipana eleita para a Câmara dos Deputados. O mandato também lhe deu identidade própria. Yandra ocupou espaços importantes em Brasília, coordenou o Observatório Nacional da Mulher na Política e presidiu a Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional. Deixou de ser apenas a filha de André Moura e passou a apresentar currículo próprio, principalmente nas pautas femininas, sociais e de desenvolvimento regional.

Em 2026 ainda ganha um ingrediente poderoso. André Moura está candidato ao Senado e passou os últimos meses costurando alianças pelo Estado. Essa rede pode beneficiar diretamente Yandra. Se repetir os 131 mil votos, já fará uma eleição extraordinária. Se conseguir incorporar parte das novas alianças construídas pelo pai e capitalizar os quatro anos de mandato cresce mais. Hoje é o nome mais forte da chapa e o mais próximo de uma cadeira praticamente consolidada politicamente.

A segunda vaga tem Gustinho Ribeiro como grande favorito. Ele fez 71.831 votos em 2022, possui mandato, experiência e forte presença no interior. É o segundo nome mais testado da nominata. Mas terá de olhar pelo retrovisor. Capitão Samuel fez 38.151 votos para federal em 2022 e sabe construir votação estadual. Se crescer, entra na briga. Levi Oliveira é a possível zebra. Eleito vereador de Aracaju com 4.109 votos, é sobrinho do senador Laércio Oliveira e possui estrutura política e empresarial. Para ultrapassar Gustinho terá de estadualizar completamente sua candidatura, mas entra numa eleição em que estrutura pesa muito.

Gedalva Umbaúba também possui voto comprovado e base em São Cristóvão. Sheyla Galba já foi vereadora, disputou eleição estadual e agora tenta subir para Brasília. Alex Pintado chega fortalecido pelos 5.123 votos que recebeu para prefeito de Nossa Senhora da Glória. Andréa Coração Valente precisa construir patrimônio próprio, porque os votos de “Coração Valente” em 2022 pertenciam ao ex-jogador Washington Coração Valente, não a ela. Fiote completa uma chapa em que os candidatos menores podem não conquistar mandato, mas serão fundamentais para formar a votação coletiva da federação.

Se no federal existem dois favoritos claros, no estadual começa uma verdadeira guerra entre aliados. Cristiano Cavalcante fez 45.314 votos em 2022 e foi o deputado estadual mais votado de Sergipe. Dra. Lidiane Lucena veio logo atrás, com 37.332. São os dois nomes que iniciam a campanha em posição privilegiada e com enorme memória eleitoral.

Pato Maravilha fez 27.552 votos, mas chega a uma eleição mais complicada e precisa recompor e preservar suas bases. Netinho Guimarães, com 24.164 votos, mantém força principalmente no Baixo São Francisco, mas terá de trabalhar muito porque a concorrência dentro da própria federação aumentou. Marcelo Sobral fez 22.159 votos e também enfrenta uma campanha delicada diante da perda ou reorganização de algumas lideranças políticas. Kaká Santos, com 20.280 votos, continua competitivo, mas não pode considerar a reeleição automática.

Hilda Ribeiro é talvez a principal novidade entre os nomes realmente competitivos. Foi prefeita de Lagarto e venceu a eleição de 2020 com 28.041 votos. Não se pode simplesmente transportar esses votos para uma eleição estadual, mas ela chega com reconhecimento, estrutura e forte ligação com o eleitorado lagartense. Se estadualizar sua candidatura, entra diretamente na disputa pelas vagas que os atuais deputados imaginavam já estar divididas.

Anderson de Tuca, reeleito vereador de Aracaju, entra principalmente para ampliar território e testar sua força fora da capital. Pastor Diego merece atenção especial. Ele já disputou deputado estadual, possui mandato de vereador, base religiosa organizada e pode ser uma das surpresas caso a federação alcance quatro ou cinco cadeiras. Numa chapa tão forte, a quinta vaga pode transformar um nome inicialmente intermediário em deputado eleito.

Gilson dos Anjos, Layse Santiago, Marcel da Enfermagem, Enfermeiro Márcio, Val Serra, Eli Aciole, Felipe Duarte, Gibran, Sgt. Naldinho, Lucas Meneses, Crys Moura, Nivalda Gonçalves, Rosa Carvalho, Valdson Costa e Vivi Docinho completam a nominata. Alguns possuem experiência eleitoral, outros ainda precisam construir votação estadual relevante. Mas todos contam para a matemática da federação. No sistema proporcional, até o candidato que não se elege pode produzir os votos que entregam a cadeira ao colega.

A fotografia inicial é forte. No federal, Yandra Moura e Gustinho Ribeiro largam claramente na frente para ocupar as duas vagas projetadas, enquanto Capitão Samuel e Levi Oliveira tentam provocar a surpresa. No estadual, Cristiano Cavalcante e Lidiane Lucena aparecem no primeiro pelotão, seguidos por Pato Maravilha, Netinho Guimarães, Marcelo Sobral e Kaká Santos, todos defendendo mandato. Hilda Ribeiro e Pastor Diego chegam para bagunçar essa ordem.

A União Progressista montou uma seleção. O problema agora será descobrir quem entra em campo e quem termina assistindo à posse pela televisão. Porque, se a federação realmente chegar a dois federais e quatro ou cinco estaduais, terá feito uma eleição gigantesca. Mas, diante de tantos nomes fortes, a maior batalha talvez nem seja contra os adversários. Será dentro de casa, entre aliados disputando até o último voto e a última cadeira.

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