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Zema calcula, Caiado patrulha e Renan chega com a bomba

Zema, Caiado e Renan entraram na Globo querendo provar que existe vida eleitoral além de Lula e Flávio Bolsonaro. Zema levou a calculadora, Caiado vestiu o colete da segurança e Renan apareceu com uma bomba atômica no programa de governo. Os três bateram em Lula, cobrando respostas sobre economia, segurança, INSS e as controvérsias envolvendo Lulinha. Fizeram bem: candidato à reeleição precisa apresentar as obras e também explicar a fumaça que sai da cozinha.

Zema falou de austeridade, mas sofreu quando abriram as contas de Minas e lembraram o aumento de quase 300% no salário do governador. Caiado aproveitou a deixa e tentou parecer o adulto da sala, embora tenha prometido reduzir despesas sem contar onde passaria a tesoura. Um olha para o outro desconfiado: Zema acha Caiado estatal demais; Caiado provavelmente considera Zema um gerente de planilha; e ambos devem olhar Renan como quem vê alguém chegando ao churrasco carregando um míssil.

Renan venceu o campeonato das manchetes. Atacou Lula, criticou Flávio e prometeu guerra às facções, polícia atirando para matar e até armamento nuclear. Ganhou visibilidade, mas deixou Zema e Caiado numa situação confortável: perto dele, os dois quase parecem participantes de um retiro de meditação. Seus questionamentos sobre Lula merecem atenção, mas os ataques a Flávio precisam caminhar sobre fatos comprovados, não sobre acusações prontas para viralizar.

No fim, os três disputam o mesmo território e fingem que o adversário está apenas no Palácio ou na família Bolsonaro. Zema quer o voto liberal, Caiado quer comandar a direita experiente e Renan quer colocar fogo no condomínio inteiro. A terceira via já tem três motoristas brigando pelo volante. Falta descobrir se o carro vai ultrapassar Lula e Flávio ou parar no acostamento porque ninguém aceitou sentar no banco de trás.

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