Yandra acelera. Yandra Moura percorreu sete municípios do Alto Sertão numa das agendas mais fortes desta janela eleitoral. Em Porto da Folha, apareceu ao lado de Fábio Mitidieri, Jeferson Andrade, André Moura e lideranças locais. Mostrou disposição, presença e um fôlego que deixaria muito candidato pedindo água na primeira ladeira. Se campanha fosse vaquejada, Yandra teria cruzado a faixa; já o tamanho da multidão, deixemos para a urna medir, porque buzina também votaria se pudesse.
Ícaro, filho primeiro. Ícaro de Valmir continua fazendo campanha no interior, mas seu pensamento está dividido entre a estrada e a saúde do pai. Um olho acompanha as lideranças; o coração inteiro permanece com Valmir de Francisquinho. Isso não diminui o candidato, engrandece o filho presente, amoroso e preocupado com sua maior referência. Voto pode esperar algumas horas; pai, quando precisa, não entra em fila eleitoral nem aceita promessa para depois da eleição.
Thiago cresce quieto. Thiago de Joaldo vem conquistando lideranças fortes em vários municípios do interior, gente que reconhece seu trabalho como deputado. Enquanto alguns fazem uma zoada capaz de acordar até eleitor indeciso, Thiago amplia a base sem espalhafato. Ele avança no conhecido estilo nordestino: devagar, firme e sem espantar a caça. Quando a porteira da urna abrir, pode ter adversário descobrindo tarde demais que o silêncio também sabe contar votos.
Diego abre porteira. Pastor Diego avançou pelo Baixo São Francisco e, em Graccho Cardoso, recebeu o apoio de doutor Fenelon Santos, filho do ex-deputado José Rivaldo. É adesão com história, influência e voto na bagagem — não apenas abraço, fotografia e cafezinho requentado. Enquanto alguns candidatos esperam uma revelação divina, Diego prefere procurar eleitor de porta em porta. O pastor já entendeu: fé move montanhas, mas campanha também exige gasolina e sola de sapato.
Diego vem forte. Pastor Diego reúne mandato, eleitorado religioso e uma campanha que começa a criar raízes pelo interior. A dobradinha com Pastor Heleno e a aproximação com André Moura reforçam uma estrutura cada vez mais competitiva. Ele trabalha sem foguete, trio elétrico ou candidato gritando “já ganhou” antes da apuração. Se continuar nesse passo, pode chegar em outubro como surpresa — daquelas que fazem adversário olhar o resultado e soltar um “misericórdia!”.
Katarina sente a cana. A Delegada Katarina tem mandato, currículo e aliados importantes, mas sua maior preocupação agora atende por Antônio das Canas. Ele avança no interior e ameaça ultrapassá-la na corrida pela Câmara Federal. Como boa investigadora, Katarina já deve ter percebido que o crescimento está cheio de digitais eleitorais. Se não acelerar, poderá assistir à passagem tomando café com cuscuz, porque cana, quando ganha força, vira caldo e ainda deixa bagaço para trás.
João requenta a pauta. João Daniel não apresentou grande novidade territorial nas últimas 24 horas. As premiações continuam circulando, mas pertencem a dias anteriores e não nasceram novamente nesta sexta-feira. Reapresentá-las como novidade seria esquentar o café de ontem, trocar a xícara e jurar que acabou de passar. João conserva base e identidade política, mas, nesta janela, a notícia nova ficou esperando o ônibus em outro município.
Fábio tem panela. Fábio Reis apareceu menos no noticiário, mas continua apoiado por uma das estruturas mais fortes do Centro-Sul. Em Lagarto, conta com Sérgio Reis, lideranças organizadas e uma base construída durante vários mandatos. Ele não precisa fazer munganga diária para provar que tem voto, mas campanha também não sobrevive apenas de fama antiga. O feijão está temperado e a panela é grande; falta aumentar o fogo antes que outro candidato chegue com o prato.
Flávio parte para cima. Flávio Bolsonaro não ficou calado diante dos ataques de Lula e levou a disputa ao TSE. Pediu direito de resposta e questionou o uso do Palácio da Alvorada na entrevista ao Jornal Nacional. Foi uma reação rápida para impedir que residência oficial ganhe placa de comitê eleitoral na porta. A campanha mal começou e Flávio já mostrou o recado: se Lula vier com propaganda vestida de entrevista, encontrará advogado antes do intervalo comercial.
Trump afia a faca. Donald Trump anunciou medidas contra a concentração do mercado de carnes e colocou JBS e National Beef no balcão. O corte chegou depressa ao Brasil, onde os irmãos Batista são vistos como velhos compadres políticos de Lula. Quando Washington afia a faca, Brasília protege o churrasco e alguém corre para esconder a conta do açougue. Trump mexeu na concorrência americana, mas quem sentiu o calor do espeto foram os afilhados do poder brasileiro.
Caiu pelo esgoto. Marcelo Araújo Silva foi exonerado da Secretaria de Infraestrutura de Poço Redondo, na sexta-feira (28), após enviar áudio com ofensas ao bispo Dom George Muniz e ao padre José Cláudio, que apenas cobraram providências contra o esgoto a céu aberto em Santa Rosa do Ermírio. O ex-secretário, responsável justamente pela infraestrutura, não resolveu o saneamento, mas resolveu abrir a própria boca e por ela acabou escorrendo o cargo. O prefeito Vado Gavião oficializou a exoneração pela Portaria nº 665/2026. No fim, faltou obra, sobrou palavrão e a única limpeza rápida foi feita no primeiro escalão.
O rei do guincho entra em campo. O empresário Neto Coutinho está colocando seu bloco na rua e ampliando o apoio às candidaturas de Adailton Martins, Eduardo Amorim, Valmir Francisquinho e Ícaro de Valmir. Com amigos, liderança e disposição, ele vai mostrando que, na política sergipana, também sabe puxar peso e não apenas caminhão. Tudo, naturalmente, dentro dos limites da legislação eleitoral, porque entusiasmo pode acelerar, mas a prestação de contas não aceita carona. Neto não para: quando não está movimentando empresas, está guinchando votos para o seu grupo.




