Deotap entra na Emsurb e abre uma manhã de perguntas em Aracaju
A presença do Deotap na Emsurb, nas primeiras horas desta terça feira, naturalmente provocou inquietação política e administrativa em Aracaju. A diligência envolve a apuração de informações relacionadas aos serviços de limpeza urbana, mas ainda não há elementos públicos suficientes para apontar responsabilidades, prejuízos ou sequer afirmar a existência de crime. Mandado de busca é instrumento de coleta de provas, não sentença antecipada. Também não existe, até o momento, indicação de que a coleta de lixo será interrompida, pois se trata de serviço público essencial que deve continuar normalmente.
As próximas horas deverão trazer maior clareza sobre o objeto da investigação, os documentos procurados e a dimensão real da operação. Caberá à delegada Thaís Lemos, diretora do Deotap e responsável pela coordenação institucional dos trabalhos, apresentar os esclarecimentos possíveis sem comprometer o sigilo. Até lá, permanece no ar a pergunta que movimenta a cidade: o que levou a polícia à estrutura responsável pelo lixo de Aracaju? A resposta virá da investigação, com serenidade, prova e respeito à presunção de inocência, nunca da ansiedade política que costuma chegar antes dos fatos.
Valmir dá uma pausa, mas a campanha não perde o passo. Após o susto, o candidato está bem, conversando e cercado de cuidados. A expectativa é que, com a liberação médica, volte à ativa nas próximas 72 horas. Fé não falta, disposição muito menos, e parece que Valmir já está querendo dar alta ao próprio hospital. O corpo pediu descanso, mas o coração continua em campanha pelo Governo de Sergipe. Daqui a pouco ele volta, porque até a pressão sabe que Valmir não nasceu para ficar parado.
A guerra das pesquisas já virou outra eleição I. A Veritá coloca Fábio Mitidieri com 51% dos votos válidos e vitória no primeiro turno, enquanto outros levantamentos mostram empate apertado ou até Valmir de Francisquinho na liderança. No Senado, a mesma pesquisa entrega a ponta a Alessandro Vieira, com 31,2%, seguido por André Moura, com 26,7%, Rogério Carvalho, com 24,9%, e André David, com 24,6%. O eleitor olha o diagrama e já não sabe se está diante de uma pesquisa, de uma previsão do tempo ou de um bingo eleitoral. Nos bastidores, porém, circula a informação de que pesquisas internas do próprio governo desenham um quadro bem diferente daquele exibido publicamente. Pesquisa deveria fotografar a eleição, mas algumas parecem chegar com filtro, maquiagem e iluminação de comício.
A guerra das pesquisas já virou outra eleição 2. A Positiva troca quase todo mundo de lugar: André David aparece com 13,4%, Eduardo Amorim com 13%, André Moura com 11,5% e Alessandro Vieira despenca para 9,1%. Num levantamento, Alessandro lidera; no outro, ocupa a quarta posição. André Moura, curiosamente, permanece no bloco da frente em ambos, sem precisar de elevador estatístico nem de milagre metodológico. É o nome mais regular no meio dessa montanha russa, sinal de presença política espalhada pelo Estado e de voto menos dependente do humor de cada instituto. Enquanto as campanhas comemoram a pesquisa que lhes serve e desconfiam daquela que favorece o adversário, o eleitor continua procurando algo simples: uma fotografia que não mude completamente quando o fotógrafo muda.
Rogério Carvalho parte para cima do ex-aluno Alessandro Vieira. O debate acabou, mas a aula particular continuou nos bastidores. Alessandro cobrou a ausência de Rogério e ainda perguntou quem é Bruno, o primeiro suplente trazido de fora que Sergipe segue procurando com lupa, bússola e comprovante de residência. Rogério sorriu, chamou a crítica de “uma bobagem sem tamanho” e lembrou que o povo sergipano acolheu Alessandro com tanto carinho que transformou um gaúcho em senador da República. Foi uma resposta espirituosa, mas não respondeu ao essencial: quem é Bruno? No duelo entre professor e ex-aluno, Rogério corrigiu a origem do adversário, porém deixou em branco justamente a questão da prova.
André Moura escolheu fazer campanha sem carregar o defeito dos outros. Enquanto alguns candidatos transformam o palanque em ringue, André prefere conversar, elogiar e construir pontes com prefeitos, lideranças e eleitores. Não perde tempo explicando por que o adversário seria ruim, porque está ocupado mostrando por que ele próprio pode ser uma boa escolha. É uma campanha leve, quase uma raridade num ambiente em que até aperto de mão vem acompanhado de cotovelada. André descobriu que, numa eleição com duas vagas, cabe mais inteligência no meio de campo do que barulho na arquibancada.
Eduardo Amorim avança sem levantar a voz. Com o mal-estar de Valmir, o médico assumiu naturalmente o papel de porta voz do grupo e tranquilizou Sergipe com a serenidade que sempre marcou sua vida pública. Antes disso, já percorria o Agreste defendendo que a vontade popular será soberana. Eduardo faz uma campanha sem gritaria, agressões ou ansiedade, mostrando que serenidade também conquista voto. Enquanto alguns candidatos disputam o microfone, ele prefere conquistar confiança. E assim, quase em silêncio, vai crescendo nas ruas e avançando nos bastidores de Sergipe.
Rodrigo Valadares recebe reforço nacional e já prepara o corte. Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, desembarcou em Sergipe e decretou: “O melhor candidato a senador é Rodrigo Valadares.” Rodrigo agradeceu e imediatamente ligou o modo corte rápido, porque hoje até bênção política precisa caber em 30 segundos, com legenda grande e música de suspense. A estratégia está clara: colar em Flávio com tanta força que, se Bolsonaro espirrar em Brasília, Rodrigo publica o vídeo em Aracaju antes do lenço aparecer. Quer ser o senador de Bolsonaro em Sergipe e está transformando cada discurso, carreata e aperto de mão em conteúdo. Na campanha de Rodrigo, nada se perde: tudo vira corte, compartilhamento e pedido de voto.
Ricardo Marques garante que o PL está unido, só falta aparecer junto. Enquanto Rodrigo Valadares faz campanha no modo corte rápido, correndo, gravando e publicando até antes de o fato acontecer, Ricardo ainda procura o botão de iniciar. Ele diz que “nada mudou” e que o time permanece unido, mas Rodrigo joga num campo, Ricardo em outro e o vice Érico Menezes parece acompanhar a partida pela televisão. O PL não está rachado, apenas dividido em campanhas que quase não se encontram. Ricardo tenta convencer o eleitor de que tem um time, quando ainda precisa apresentar o vice à arquibancada. Nesse ritmo, a campanha não vai ao segundo turno: corre o risco de perder até o primeiro ônibus.
Georgeo Passos reconhece até o erro que não organizou. Um dos deputados mais coerentes de Sergipe, Georgeo dificilmente autorizaria fogos numa carreata de sua responsabilidade. O ato em Ribeirópolis reunia outros candidatos e, segundo explicou, o uso dos fogos não foi organizado nem previamente conhecido por sua equipe. Ainda assim, ele não procurou esconder-se atrás dos correligionários: pediu desculpas à população. Reconhecer apenas o acerto é fácil; assumir responsabilidade até pelo incômodo ocorrido ao lado exige caráter. Na política, há gente que não pede desculpas nem pelo próprio erro. Georgeo pediu por um que sequer partiu dele.
Gilson Andrade volta forte ao radar da Alese. O ex-prefeito de Estância disputa pelo MDB e conta com o apoio público do prefeito André Graça, seu antigo vice e sucessor. Na chapa, enfrenta nomes conhecidos como Fábio Henrique, Danielle Garcia, Mariana Dantas e Garibalde Mendonça, mas chega com uma vantagem importante: estrutura política em Estância e presença na região Sul. Médico, ex-deputado e prefeito por dois mandatos, Gilson não precisa apresentar currículo, apenas reativar a memória do eleitor. Não está eleito por antecipação, evidentemente, mas reúne condições concretas para ocupar uma das vagas do MDB. Depois de dez anos longe da Alese, pode descobrir que, na política, algumas voltas são apenas retornos com endereço conhecido.
Fernandinho Franco mostra a cara e começa a mexer no mapa da Alese. O candidato do PL deixou de fazer apenas barulho digital e passou a disputar votos onde muita gente já tinha colocado placa de propriedade particular. Em Itaporanga, recebeu o apoio de Gracinha Garcez e começou a incomodar o território de Marcelo Sobral; no Vale do Cotinguiba, avança sobre áreas disputadas por Cristino Cavalcante e encara a força regional de Carlinhos de Brejo Grande. Fernandinho aparece, conversa e cresce, enquanto alguns adversários já conferem a carteira para saber se os votos continuam no bolso. Ainda assim, ele já desponta entre os nomes fortes do PL e, se mantiver o ritmo, pode chegar à Assembleia com a tranquilidade de quem entrou devagar e encontrou muita gente dormindo.
Assembleia de Deus pode voltar a ter voz própria na Alese. Norberto Pinto, candidato do Avante, é a escolha oficial da igreja para a disputa estadual. Mesmo ainda pouco conhecido fora do meio evangélico, chega respaldado pela liderança e pela capilaridade da instituição.
O pastor Joanan, que já disputou a Alese e obteve votação expressiva, também declarou apoio a Norberto. O Avante tem possibilidade de conquistar uma cadeira, e Norberto reúne força para ocupá-la.
Se a mobilização sair dos templos e chegar às urnas, a Assembleia de Deus poderá voltar à tribuna estadual.
Cláudio Mitidieri largou como foguete e agora procura a pista. A candidatura nasceu cercada pela conversa de que bateria recordes, superaria marcas históricas e seria a grande sensação da eleição. Com a estrutura governamental, apoio do primo Fábio e lideranças espalhadas pelo Estado, esperava-se um passeio; o que se vê é uma campanha tentando transformar muita capilaridade política em voto de verdade. Agora Cláudio visita o Sertão, fala de água e procura irrigar uma candidatura que começou a dar sinais de seca. A preocupação do governo já não parece ser apenas elegê-lo, mas garantir que o PSB alcance o quociente necessário para conquistar uma cadeira. Prometeram um campeão de votos; neste momento, a calculadora do partido trabalha mais que o candidato.
Susane Vidal vai precisar de muito tênis e pouco roteiro. A candidata aposta na porta a porta e repete que passou a vida entrando nas casas para dar notícias. O problema é que notícia produz audiência, não necessariamente voto, e a urna não oferece controle remoto. Susane ainda precisa encontrar uma fala mais firme, afetiva e capaz de transformar lembrança televisiva em confiança política. No ritmo atual, conhecer todas as casas de Aracaju pode ser mais fácil do que convencer seus moradores.
Porto da Folha terá eleição, revanche e talvez segundo turno no mesmo domingo. O TRE marcou a suplementar para 25 de outubro, e o município já vive clima de final de novela. As convenções ocorrerão entre 2 e 6 de setembro, quando os candidatos finalmente sairão do mato político.
Com a chapa de 2024 cassada, antigos aliados, adversários e salvadores da pátria voltam a afiar o discurso. O eleitor poderá escolher presidente, governador e prefeito no mesmo dia, faltando apenas votar para síndico. Em Porto da Folha, a eleição será suplementar, mas a confusão promete ser completa.
A Fan FM prepara o grande encontro dos candidatos ao Governo de Sergipe. A emissora reuniu as campanhas, apresentou as regras e começou a montar o palco do debate. Fábio, Valmir, Ricardo e Helton enviaram representantes, enquanto Emanuel e Taty também foram convidados. À frente da organização, Narcizo Machado confirma sua competência, serenidade e autoridade para coordenar um confronto desse tamanho. A Fan presta um grande serviço ao eleitor ao trocar o barulho das carreatas pela clareza das propostas.
Sergipe ganha reforço regional no combate ao crime organizado. O MPF passa a integrar o Estado à estrutura da 5ª Região, sediada no Recife.
A mudança aproxima procuradores de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Na prática, investigações que atravessem fronteiras estaduais poderão contar com cooperação mais rápida e inteligência compartilhada. Isso não significa operação iminente, mas uma estrutura permanente de prevenção e resposta. É uma medida técnica, discreta e importante para que o crime organizado encontre menos fronteiras livres.
TJSE alcança nota máxima em transparência. Sob a presidência da desembargadora Iolanda Santos Guimarães, o Tribunal atingiu pela primeira vez 100 pontos no critério da Premiação CNJ. O resultado histórico demonstra competência administrativa, responsabilidade institucional e o compromisso da presidente em aproximar a Justiça sergipana da sociedade.
MPSE fortalece a proteção às mulheres. No dia 2 de setembro, o Ministério Público receberá o Dia C de Capacitação, ação nacional voltada ao atendimento com perspectiva de gênero. A promotora Verônica Lazar e o promotor Newton Silveira Dias Júnior representam a seriedade e o preparo do MPSE nessa missão. É uma iniciativa importante, conduzida com competência, sensibilidade e compromisso com a dignidade das mulheres sergipanas.
Lulinha virou o grupo de WhatsApp que Lula não consegue silenciar. Segundo análise da Folha com dados da Palver, nove em cada dez mensagens sobre o caso continham ataques ao governo. O problema saiu de Brasília e entrou nos celulares, onde não existe ministro para trocar de assunto nem assessor para desligar o microfone. Lula tenta manter distância, mas, no ambiente digital, o sobrenome chega antes da defesa. E quando a crise passa a ser encaminhada com frequência, o desgaste também ganha entrega automática.
Brasil e Estados Unidos tentam baixar a temperatura das tarifas. Os dois governos devem retomar as negociações na próxima semana, enquanto exportadores, indústria e agronegócio já calculam prejuízos. Lula e Trump descobriram que discursos inflamados rendem aplausos, mas não embarcam mercadorias. Agora resta saber se a conversa produzirá acordo ou apenas mais uma fotografia diplomática com a conta entregue ao setor produtivo.




